Artigos

Imprimir

"EU TE AMO - Volte Para Mim" - Capítulo VI

Escrito por Ro Ligado . Publicado em "EU TE AMO - Volte Para Mim"

capitulo 6

{denvideohttp://www.youtube.com/watch?v=v28is4jFWeo}

O altar foi montado nos fundos da casa, ornado com lindos arranjos de lírios e margaridas. Tudo na decoração era da cor branca e com detalhes em prata. As cadeiras para os convidados assistirem a cerimônia foram forradas com tecido branco e um laço prateado no encosto.

O caminho que levaria as noivas para o altar foi coberto por margaridas, formando um belo tapete branco com detalhes amarelos. Tanto Lizzy quanto Jane dispensaram o famoso buquê; usaram a desculpa de que queriam as mãos livres, mas, na verdade, não sabiam se conseguiram levá-lo até o altar sem derrubá-lo devido ao nervosismo.


Enfim veio o momento tão esperado. As noivas haviam chegado e todos os convidados se levantaram para recebê-las. Lizzy sorriu ao ver os poucos presentes, cinqüenta no total, olharem admirados para a beleza não só de Jane, mais para a dela também. Desviou os olhos para o altar. Lá estava Charles visivelmente emocionado. Não conseguia segurar o choro ao ver Jane vindo em sua direção. Olhou para ao lado e viu Willian, vestido em um fino smoking preto, esperando por ela. Os olhos deles se encontraram. Ficou espantada com a força que aquele olhar azul tinha sobre ela. A cada passo que dava, sua felicidade aumentava. Nunca poderia ter sonhado com algo mais perfeito, mais emocionante. Não soube explicar como, mas só voltou a si quando o pai entregou a mão dela para Willian e depositou um último beijo em seu nariz.
- Você está maravilhosa, meu amor. - Willian conseguiu falar.

- Você também.

A cerimônia foi demorada. Como de costume, o pastor citava passagens da bíblia e falava sobre a importância do casamento, do respeito e do amor que, dali para frente, deveria prevalecer no coração dos noivos. Durante toda a celebração, Lizzy sentiu Willian fazer carinho em sua mão, que ficara entrelaçada à dele.

Após o pastor declarar a cerimônia por encerrada e dizer o famoso “pode beijar a noiva”, os casais seguiram para a entrada da casa, com o intuito de receber os convidados para o almoço que seria servido.

- Parabéns, minha irmã. - disse uma emocionada Jane abraçando a irmã.

- Para você também, Jane. - respondeu Lizzy se soltando do abraço - E você, senhor Charles, é bom cuidar muito bem dela!


- Pode deixar, essa será minha meta pelo resto da vida: cuidar muito bem dela. E a senhora cuide desse meu amigo aqui, viu!

- Ah, sim, cuidarei dele como se fosse meu!

- Eu sou seu. Sempre fui! - respondeu Willian rindo.

Os noivos foram interrompidos pelos convidados que chegavam para a recepção e para o almoço. Depois de quase uma hora recepcionando e conversando com eles, Lizzy foi ao encontro de Willian, que estava se servindo de vinho.
- Nossa! Ainda bem que casamento é uma vez só na vida. - disse pegando uma taça também.

- Assim eu espero! - ele respondeu divertido.

- E assim será! - ela respondeu no mesmo tom - Mas me diga, que grandes mudanças você fez no celeiro para a nossa lua-de-mel?

- Muitas. Pode ter certeza.

- Misterioso... - ela se aconchegou a ele. Ficaram um bom tempo assim, abraçados, comentando sobre a festa e sobre os convidados. O almoço se seguiu tranqüilo e animado. Na parte da tarde, os noivos foram chamados para abrir a pista de dança com a primeira valsa.

- Eu já disse que você esta incrivelmente linda hoje? - Willian sussurrou no ouvido da esposa.

- Sim, já disse. - ela respondeu dando um rápido beijo na boca dele.

- Não faça mais isso. Eu não estou conseguindo me conter! - ele falou com um sorriso malicioso no rosto.

- Então somos dois.

Antes que ele pudesse responder, foi anunciada a troca de pares. Lizzy dançou com Charles, depois com o pai e com o sogro. Quando ia se sentar, foi barrada por George.
- Não, George, eu já dancei muito hoje. Chame outra para dançar.

- Ah, não, Lizzy! Custa dançar um pouco comigo? Tenha dó! Eu sou o único solteiro aqui nessa festa! – e fez cara de coitado.

- Está bem, mas só porque você é meu amigo de infância!


Eles dançaram uma valsa muito lenta, conversando o tempo inteiro.

- Então, você também irá para a guerra? - Lizzy perguntou de repente.

- Não vamos falar disso. - ele pediu.

- Não tem problema. Já me acostumei com a idéia. - ela mentiu.

- Vou. Sinto que devo fazer isso. Não sei explicar, apenas sinto que devo fazer.

- George?

- Sim.

- Prometa-me uma coisa. - ela falou emocionada.

- Diga. - ele fitou os olhos dela. Como eram lindos e poderosos os olhos da amiga!

- Traga o Will de volta? Prometa que vai cuidar dele.

Ele não sabia como negar algo a ela naquele momento.

- Prometo. - ele disse sério - Se você me prometer outra coisa.

- O quê?

- Que vai parar de pisar no meu pé enquanto a gente dança.

- Eu não estou pisando no seu pé! - ela disse divertida.

Ambos riram. Foram interrompidos por Will.

- Atrapalho alguma coisa? - ele perguntou sério.

- Claro que sim! Atrapalha a minha dança com a sua esposa! - respondeu George divertido - Mas eu te desculpo, dessa vez. - Beijou as mãos de Elizabeth e saiu.

- Nossa! Que marido mais nervoso eu fui arranjar!

- Wickham tem que parar com essas brincadeiras. Agora você é uma mulher casada.
Percebendo que o marido ainda estava sério, Lizzy preferiu não prolongar o assunto.

- E Jane, onde está? Faz tempo que não a vejo por aqui.

- Ela mandou chamar você. Está no quarto se trocando. Charles quer chegar no hotel em Oxford ainda com o dia claro.

Ao contrário de Lizzy e Willian, que iriam passar a lua-de-mel na cidade mesmo, Charles e Jane resolveram passar sua última semana juntos em um hotel de Oxford.

- Então eu vou aproveitar e me trocar também, assim nós já podemos ir.

- Faça isso, por favor. - Willian implorou - Eu não agüento mais tudo isso.
Lizzy sorriu com a impaciência do marido e se dirigiu ao quarto para tirar o vestido de noiva.

Quando estava subindo as escadas lizzy encontrou com a amiga da faculdade. Indira era uma bela mulher, de pela morena com os Cabelos ruivos, possuía um fogo latino queimando no sangue no Britânico, namorava Matthew, um dos rapazes mais bonitos da região.

- Indira minha amiga, ainda não tinha lhe visto- deu um abraço na amiga que tanto gostava.

- Não me admira, com um noivo bonitão daqueles, não iria olhar para mais nada.

- Indira!- exclamou encabulada- Willian é muito bonito, mas o seu namorado também não fica atrás.

- Não poso negar, Matthew é um amor comigo, mas então me diga, onde vai passar a lua de mel?

- No celeiro- respondeu encabulada.

- No celeiro? Meu deus! Mas que sonho! Imagina, fazer amor com o Darcy no meio de todo aquele feno!

- Indira!

- Menina, mas é verdade! Eu nem ligaria de Ter coceiras depois!! Só de pensar em ficar sozinha com o Matthew no meio de todo aquele feno! Meu Deus, preciso tomar uma ar!
Lizzy despediu-se da amiga com um enorme sorriso no rosto. Indira realmente era uma grande pessoa, com um coração enorme, e uma mente muito maliciosa.

Já no cômodo onde antes tinha se arrumado, Lizzy começou se despir. Com todo o cuidado, retirou a grinalda e o véu da cabeça. Quando ia começar a desabotoar o vestido, ouviu batidas na porta.

- Pode entrar.

A sogra entrou no quarto.

- Quer ajuda, meu anjo?

- Sim, acho que não conseguiria abrir todos os botões sozinha.

A sogra sorriu carinhosamente e começou a ajudá-la.

- A senhora viu a minha mãe? Pensei que ela fosse me ajudar.

A senhora Darcy percebeu o desapontamento na voz da nora e tentou confortá-la.

- Ela deve estar ajudando Jane. A coitada está tão nervosa!

- Às vezes penso que minha mãe se esquece de que também sou filha dela.

- Não diga isso, querida! Uma mãe nunca se esquece dos filhos. É que você sempre foi mais confiante e mais decidida do que Jane, por isso sua mãe está mais preocupada com ela.

Lizzy sorriu para a sogra. Já livre do vestido, ela começou a vestir a blusa e a saia que havia escolhido para deixar a festa.
- A senhora se importa se eu ficar com o colar?

- Claro que não. Ele é seu.

- Obrigada, eu não sei como agradecer tudo que a senhora...

- Não há nada para agradecer! Agora desça e vá se despedir de sua irmã.

- Obrigada. - Lizzy depositou um beijo na testa da sogra e saiu do quarto.


- Adeus, minha irmã. Até a próxima semana!

- Sim, em uma semana nos veremos, Jane! Aproveite bem, viu? - lançou um olhar malicioso para a irmã que sorriu sem graça e partiu junto com Charles para a Oxford, onde passariam a lua-de-mel.

- Agora, – disse Willian – acho que nós podemos ir também.

- Vamos nos despedir então.

O casal entrou na casa e se despediu de todos os convidados. Lizzy se demorou um pouco no abraço mais do que apertado que trocou com o pai e Willian, com muito custo, soltou-se dos braços da sogra, que não parava de chorar. Após as despedidas, o casal seguiu para o celeiro.

- Willian, para que isso agora?

Ele vendava os olhos da esposa com uma fita.

- Por que você é muito curiosa!

Ele conduziu Lizzy para dentro do celeiro
- Isso, fique aqui...- posicionou-a no meio do lugar - Aqui está perfeito.

- Posso tirar a venda agora? - ela perguntou impaciente.

- Pode.

Quando Lizzy conseguiu ver, quase caiu, tamanha foi a surpresa. O celeiro estava totalmente modificado; não era mais aquele lugar velho e cheio de feno. As janelas haviam sido decoradas com cortinas de veludo na cor vinho. O feno, onde ela e Willian haviam feito amor pela primeira vez, foi substituído por uma enorme cama de casal cheia de almofadas.

No fundo do celeiro, onde antes ficavam as ferramentas do senhor Bennet, Willian havia construído uma cozinha ricamente mobiliada com geladeira, fogão, armário e uma mesa de jantar com apenas dois lugares. Na entrada, como Lizzy pôde notar, uma linda sala de estar estava montada. Dois sofás estavam colocados um de frente para o outro com uma mesa de centro separando-os. Lizzy pôde ver também que, ao lado do quarto, havia um único cômodo com paredes; logo, imaginou que aquele deveria ser o banheiro.

- Will... Está tudo lindo! - disse ainda espantada.

- Que bom que você gostou. Agora me diga: qual a parte de que você gostou mais?

- É tudo muito bonito, mas aquela sala me conquistou. E você?

- Bom, devo confessar, - ele disse malicioso - o quarto ainda é o meu preferido, não sentirei nenhuma falta do feno.

- Se é assim... - ela respondeu no mesmo tom – leve-me até ele.
Willian pegou a esposa no colo e, enquanto a conduzia até a cama, iniciou um beijo ardente, que foi correspondido. Deitados na cama, eles ainda não haviam interrompido o beijo. Lizzy começou a tirar a blusa de Willian que, gostando da iniciativa dela, permitiu que ela assumisse o controle por alguns instantes.

Lizzy passava as mãos pelas costas de Willian até chegar na nuca e depois descia de novo, nunca passando da cintura. Ela sentia cada músculo; sentia a maciez daquela pele lisa e macia. Acompanhava cada movimento que ele fazia com um sincronismo perfeito.
Ele já não agüentava mais esperar. Tirou a saia de Lizzy e começou a passar as mãos por suas coxas. Sentia a perfeição de cada curva; decorava cada parte do corpo que tocava. Eles ainda se amavam quando a madrugada se iniciou.

Lizzy acordou com os raios de sol que entravam pelas frestas da janela. Sentiu os braços de Willian ainda agarrados ao seu corpo. Levantou-se sem fazer barulho e vestiu a camisa que Will havia usado no casamento. Seguiu para a cozinha com o propósito de preparar alguma coisa para eles comerem, mas...

- Eu não sei nada dessa cozinha! Não sei onde ele guardou cada coisa. - riu da própria situação - Bom, vamos agir pelo bom senso, então.

Com muito cuidado para não fazer barulho, Lizzy foi procurando as coisas que precisava usar e, depois de meia hora, já estava com uma linda bandeja de café da manhã nas mãos.

- Will, meu amor, acorde. - não parava de beijá-lo no rosto.
Ele foi acordando aos poucos e puxando-a para mais perto.

- Mas o que a senhora está fazendo acordada? É muito cedo.

- Já são mais de dez horas da manhã.

- Então fique aqui deitada enquanto eu preparo um belo café da manhã. - ele já se levantava.

- Sinto lhe informar, senhor Darcy, mas eu já providenciei tudo.

- Você fez o café da manhã? - disse surpreso - Como você conseguiu se arranjar na cozinha?

- Não subestime minha inteligência. - disse divertida. - Eu usei o meu bom senso.

Eles tomaram o café da manhã na cama e ficaram namorando por um bom tempo até resolverem levantar.

- Onde o senhor pensa que vai?

Will se dirigia para o banheiro.

- A senhora me permite tomar um banho? Melhor, - ele a pegou pela mão – venha tomar banho comigo.

- Nada disso, Willian.

- Qual é o problema? - ele perguntou confuso – A gente não casou?

- Nós não vamos tomar banho juntos nesse banheiro!

- Ah, Lizzy, eu tive um trabalho enorme com o encanamento! Tem até banheira! E está tudo limpo, eu juro! - ele disse ficando irritado.

Ela, não conseguindo mais agüentar, começou a rir da cara do marido.

- Posso saber qual é a graça? - ele já estava visivelmente contrariado.

- Você é muito bobo! Não me deixa terminar de falar! Não quero tomar banho com você dentro do banheiro.

- E quer tomar banho onde? - ele perguntou confuso.

- Eu estava pensando - foi abraçando-o pelo pescoço - que nós poderíamos tomar banho lá na cachoeira.

Enfim percebendo as intenções da mulher ele disse:

- Mas a senhora está muito saidinha!

- Digamos que sou fortemente influenciada pelo senhor, meu marido.

Eles seguiram para a cachoeira e, enquanto tomavam banho, amaram-se mais uma vez, sendo observados apenas pela natureza.