Artigos

Imprimir

"EU TE AMO - Volte Para Mim" - Capítulo VIII

Escrito por Ro Ligado . Publicado em "EU TE AMO - Volte Para Mim"

capitulo 8
SARAH MCLACHLAN -Answer ( tradução)

Eu serei a resposta
Ao fim da linha
Eu estarei lá para você
Enquanto você toma seu tempo
Na queimadura de incertezas
Eu serei o seu sólido chão
Eu segurarei a balança
Se você se abater

Se custar minha vida toda
Não vou parar, não vou me curvar.
Isso valerá isso
Valerá isso no fim
Porque eu só posso contar a você o que eu sei
Que eu preciso de você na minha vida
E quando as estrelas tiverem ido embora
Você ainda estará queimando tão brilhante

Lance-me
Dentro da manhã
Porque a noite tem sido indelicado
Leve-me a um
Um lugar tão sagrado
Que eu possa tirar isso da minha mente
A memória da decisão de não brigar

Se custar minha vida toda
Não vou parar, não vou me curvar
Isso valerá a pena
Valerá a pena no fim
Porque eu só posso contar a você o que eu sei
Que eu preciso de você na minha vida
E quando as estrelas tiverem ido embora
Você ainda estará queimando tão brilhante

Lance-me, cavalheiro
Dentro da manhã


Willian começou a se despedir dos pais, abraçou o pai com força, ambos segurando as lagrimas. Com a mãe perdeu as forças, deixou as lagrimas escorrerem, ela afagava os cabelos do filho, igual fazia quando ele ainda era criança.

Enquanto isso Lizzy se despedia de Richard, fazendo força para conter as lagrimas, passou a se despedir de George, este sempre evitando olhar nos olhos da amiga.

- Você vai cuidar dele, não vai?- disse lizzy no meio do abraço.

- Vou lizzy, eu vou cuidar dele.- ele respondeu com a voz embargada.

- E você vai se cuidar também não é?

- Eu não consigo cuidar de duas crianças ao mesmo tempo!- ele respondeu divertido.

Eles deram risada enquanto se separavam do abraço. O momento que Lizzy tanto havia temido tinha chego, era hora de se despedir de Willian. Ele abraçou pela cintura, aproximaram-se até sentirem a respiração, um do outro.

- Meu amor, você prometeu que não iria chorar- lembrou ele.

- Eu prometi que iria tentar.

- Olha para min, eu vou voltar, eu prometo.

Ela não respondeu nada, apenas acariciou os cabelos dele.

- Eu te amo Elizabeth, Nunca se esqueça disso, eu te amo com toda a minha alma, te amo com todo o meu ser, com toda força que existe dentro de min. Eu nunca vou te abandonar, eu não posso viver sem você.

- Eu também te amo Willian, te amo de mais, te amo que chega até a doer.
Eles uniram-se em um beijo apaixonado, um beijo de despedida, uma beijo que seria a recordação do amor que sentiam.

- Deixa eu olha nos seus olhos- ele pediu

Ela apenas o fitou com seu olhar profundo, naquele olhar estava todo amor que ela sentia, todo desejo que sentia por ele.

- É esse olhar que vai me dar força, é esse olhar que vai me fazer seguir em frente, é a saudade desse olhar que vai me trazer para casa, eu te amo minha Lizzy, hoje mais do que nunca, eu vou voltar para você, eu prometo.

Dizendo isso ele, relutante, foi se afastando dela. Pegou sua bagagem e, junto com Charles, entrou no trem que o levaria para Londres, entrou no trem que o levaria para guerra.

Sentado na Janela, ele olhou para fora e viu a cena que quase o fez desistir de tudo. Lá de pé estava seu pai, amparando sua mãe que não parava de chorar, Jane acenava para Charles, ambos com lagrimas nos olhos, e Lizzy a sua Lizzy estava cumprindo a promessa, ela não estava chorando, apenas o olhava com amor e carinho. Willian não conseguia ouvir o que se dizia do lado de fora do trem, mas pode ler o que Lizzy dizia.

- Eu te amo, volte para min.

O trem começou a andar, separando-os, levando Willian para um destino incerto, e deixando Lizzy sem o grande amor de sua vida. A viagem se seguiu silenciosa, os quatro amigos refletiam a conseqüência de suas escolhas, e todos temiam o que estava por vir.
Já haviam passado 3 dias desde a partida de Willian, nesse período lizzy havia recebido apenas um telefonema do esposo, avisando que estava bem e que havia começado um treinamento básico, antes de ir para o campo de batalha.

Lizzy estava se sentindo incompleta, vazia, como se algo lhe faltasse, e esse algo era Willian. Passava o dia na companhia do pai, que sempre evitava falar em guerra, as noites dormia na casa dos sogros, no quarto de Willian mais precisamente.

Era uma quinta-feira de manhã, lizzy tomava café com os sogros, conversando sobre amenidades, até ouvirem o telefone tocar. Todos intuitivamente já sabiam que era Willian, com um gesto a Sra. Darcy fez lizzy atender o telefone.

- Alo – ela disse apreensiva.

- Lizzy? é você meu amor?

- Will! Como você esta? Esta ferido? Esta bem?- ela despejou tudo de uma vez.
- Calma, eu estou bem, não tem como estar ferido já que ainda não estou em combate, estou com saudade lizzy, de você dos meus pais...

- Nos também, estamos morrendo de saudades!- disse chorosa.

- Lizzy, eu liguei para avisar que...- fez uma pausa- eles vão me transferir.

- Como assim Willian? Para onde?

- Bom, tanto eu como Charles, George e Richard nos saímos muito bem no treinamento, e o pai de Richard achou melhor nos colocar na ativa logo, então vamos para frança, nos juntar as tropas lá, depois não sei o que ira acontecer.

- Você esta preparado?- perguntou triste.

- Sim, eu acho que sim.

- Vamos ficar sem nos falar todo esse tempo?

- Não, claro que não. Eu acho melhor mandarmos cartas, não teremos telefones por lá, mais eu não posso ficar sem falar com você.
- Então está bem, você me manda a primeira carta?

- Sim, eu mando, tenho que desligar agora.

- Esta bem, mande um beijo a todos ai, diga para tomarem cuidado.

- Está bem, mande um beijo para meu pais, diga que eu estou com saudades.

Os dois ficaram em silencio, apenas ouvindo a respiração um do outro.

- Lizzy?

- Sim, eu ainda estou aqui.

- Eu te amo, muito.

- Eu também, te amo muito.

- Eu vou desligar agora, adeus meu amor.

- Até breve - respondeu com a voz embargada.

Lizzy desligou o telefone e desabou sobre a cadeira onde estava antes, não contento as lagrimas que insistiam em cair. Foi abraçada pela sogra, que afagava seus cabelos e não cansava de repetir que tudo iria ficar bem.
Após recuperar as forças, lizzy seguiu para casa, ao encontro de Jane, sabia que Charles já devia Ter dado a noticia a irmã. Passou pelo portão da propriedade e antes que pudesse chegar a entrada da casa, viu Jane correndo em sua direção com lagrimas nos olhos.
Ver a irmã naquele estado dilacerou ainda mais seu coração

- Lizzy, eles vão... eles vão....

- Eu sei Jane, Willian me ligou, vai dar tudo certo... acalme-se.

- Eu não vou suportar perde-lo lizzy, eu sei que não vou.

- Você não vai perder ninguém Jane, Charles vai voltar, assim como Willian e os outros.

- Como você pode Ter certeza disso?

- Por que Willian me prometeu, e ele sempre cumpri o que promete.

As irmãs ficaram assim, abraçadas e se confortando, o resto do dia. Lizzy levou a irmã até a porta da casa, despediram-se com um demorado abraço. Quando entrava no Jardim da casa dos Darcy, avistou no gramado uma pequena margarida, ali sozinha e isolada, sem nada para lhe proteger. Lizzy ficou olhando para a margarida, uma flor tão frágil e ao mesmo tempo tão forte. Sobrevivia ali, no meio do gramado, sozinha. Todos deveriam achar que logo ela morreria, ou que seria arrancada dali. Mas não. Ela estava firme.

Aquela florzinha era como a esperança que ela tinha em relação a Willian. Frágil mais ao mesmo tempo forte. Sobreviva sozinha em seu coração, mas nada poderia tira-la de lá.

A partir daquele dia, lizzy passou a todos os dias olhar para aquela margarida solitária, sem protege-la ou aduba-la. Apenas observava.
Lizzy permaneceu o resto da semana apreensiva, andava sem rumo pelas terras da família, não se alimentava direito, apenas pensava em Willian, adquiriu o habito de todas as noites ouvir no radio as noticias da guerra.

- Lizzy, assim você fica mais preocupada desliga esse radio- disse o Senhor Bennet.

- Me deixe papai, eu preciso Ter noticias dele, dessa guerra, de alguma coisa...

- Eu não suporto mais ver essa cena, você preocupada aqui, e sua irmã chorando no quarto. Se soubesse que seria assim teria permito esses casamentos.

- Nos teríamos casado da mesma maneira, o senhor sabe.

- É eu sei, desliga isso e vem aqui.

Lizzy desligou o radio e sentou-se no colo do pai.

- Você não pode parar de viver minha filha.

- Eu não parei de viver papai.

- Não? Você não come direito, não dorme direito, não conversa direito...

- Eu sei, mais que eu não tenho noticias papai, não sei como ajuda-lo, me sinto infeliz por não poder fazer nada.

- Você ajudará se não ficar assim, imagina quando ele voltar e encontrar você em uma cama, doente.

- O senhor tem razão, eu vou reagir, prometo.

- Fale um pouco com sua irmã, ela esta igual a você.

- Eu vou dormir aqui essa noite, assim posso falar com ela.

- Faça isso meu amor, como nos velhos tempos, em que vocês conversavam a noite toda.

Lizzy levantou-se e foi até o quarto de Jane, lá elas conversaram a noite inteira, sobre guerra, sobre infância, sobre a vida.

De manhã, lizzy acordou primeiro que a irmã, se arrumou e desceu para tomar o café da manhã. Na mesa encontrou o sogro, conversando com seus pais.

- Sr. Darcy? Aconteceu alguma coisa?

- Me desculpe lizzy, mais é que eu não poderia esperar mais tempo...

- Esperar? Eu não entendo...

Só então ela percebeu que o sogro segurava um envelope nas mãos.

- É do Willian querida, ele mandou uma para nos, essa é para você.

- Meu Deus... eu tenho que ler, desculpem.

Lizzy atravessou a porta da cozinha segurando a carta na mão, seguiu direto para o celeiro, onde ela havia estado.