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"EU TE AMO - Volte Para Mim" Capítulo IX

Escrito por Ro Ligado . Publicado em "EU TE AMO - Volte Para Mim"

capitulo 8
 
Minha amada Lizzy,

Aqui na França o dia já está para nascer, passei mais uma noite sonhando com você, sonhei com seus lábios, com seu beijo, isso era tudo o que eu queria, mais é tudo que não posso Ter.

Ainda não estive no campo de batalha, sinto que ainda não ingressei nessa guerra, estou junto com Charles e com os outros, estar perto de meus amigos acalma um pouco meu coração. Estou aqui apenas a 1 dia e já ouço terríveis historias sobre Hitler, sobre certos campos de concentração que ainda não sei ao certo o que são, mais que todos choram ao falar. Sinto-me tranqüilo por saber que você e meus pais estão em segurança.

Lizzy, você faz parte da minha vida, eu preciso respirar o seu ar, preciso sentir a sua pele, sentir o seu gosto... preciso de você. Penso nos planos que traçamos juntos, planos de construir uma família feliz, ainda tenho esperanças de realizar todos eles quando eu voltar, sim lizzy eu vou voltar, voltar para você, para minha família, para nossa casa, para o nosso amor.

As noites sem você, são longas e frias, elas invadem minha alma e me machucam mais do que qualquer outra dor. Já parei varias vezes para me perguntar se fiz a escolha certa, se foi certo vir para esse Inferno, sendo que com você eu vivia no paraíso. Mas quando essas duvidas pairam sobre minha cabeça, lembro de uma frase que meu avô me dizia, quando era vivo. Ele dizia que um homem não pode viver seu futuro, sem se orgulhar de seu passado. Eu vou Ter orgulho de meu passado, vou poder viver com honra, ao seu lado, assim que eu voltar.
A ultima coisa que vejo antes de dormir, são os seus olhos, e essa é primeira lembrança que tenho quando acordo. Você me da forças, forças para seguir em frente, forças para trilhar meu caminho.

Mande um beijo para minha mãe, diga que está tudo bem, diga a meu pai que sinto saudades, mais que não me arrependo das decisões que tomei. Todos estamos bem, e não estamos feridos.

Fique com Deus minha esposa, e fique em segurança.

Sempre seu, Willian Darcy.



Lizzy terminou de ler a carta com a face totalmente molhada por suas lagrimas, sentia-se aliviada por Willian estar bem, mas sentia-se preocupada por ele estar longe, e estar correndo perigo.

Deitou-se na cama, abraçada a aquela carta, passava os dedos sobre as linhas escritas, sabendo que Willian havia tocado naquele papel, sabendo que aquela carta havia sido escrita por ele. Assim ficou o resto da manhã, até retornar para casa com o intuito de responder o mais rápido possível a carta de seu marido.



Chegando na casa dos pais, lizzy percebeu que Jane também havia recebido uma carta, já que estava sentada na sala com um papel na mãos.

- Charles também escreveu?

- Sim, estou tão aliviada lizzy... ele disse que esta tudo bem.

- Eu sei, Willian me disse também, eu vou responder a carta, quero colocar no correio ainda hoje.

- Sim, eu também. Vou até o escritório para escrever, você me acompanha?

- Não, eu vou escrever lá na casa dele. Me sinto melhor no quarto dele.

- Eu entendo. Então até o jantar.

- Até Jane.
Lizzy seguiu para a casa do sogros, passou pela sala e deu um grande beijo na sogra, que costurava sentada no sofá. Subiu as escada correndo e se trancou no quarto que antes era de Willian. Sentou-se na escrivaninha e passou a escrever a carta.

Amado Esposo,

Sua carta muito me tranqüilizou, a dias que não pensava em outra coisa, a não ser em você.
Afinal, tenho feito isso desde o dia em que ti conheci, apenas pensado em você. Estou bem e estou em segurança.

Sinto muito pelo horrores que você tem passado, sinto por não poder fazer nada para aplacar a sua dor, por não estar mais perto de você, não poder beija-lo, toca-lo e não poder senti-lo.

Willian, minhas noites também não tem sido fáceis, a dor da separação também me atingi, tenha certeza de que me orgulho de você, me orgulho do homem com quem casei, me orgulho do menino com quem passei a infância. Eu cumpri com a promessa eu lhe fiz, não chorei em sua partida, por mais que isso tenha acabado com o meu coração, então sinto-me no direito de cobrar a sua promessa. Cumpra o que prometeu e volte para min.

Quando sentir saudades, olhe para a lua, pois tenha certeza de que estarei fazendo o mesmo, a única coisa que posso lhe oferecer é meu amor, e espero que isso lhe de forças para seguir em frente, para continuar a caminhada nessa longa jornada.

Viva até o ultimo instante, Viva como nunca viveu, viva para voltar para casa. Nesta carta segue um beijo meu.

Com muito amor,

Sua e sempre sua Elizabeth Darcy.

PS. Fiquei sabendo que a francesas são muito belas, portanto comporte-se!
Terminou a carta, beijando o papel e colocando-o em um envelope já selado. Desceu as escadas colocou a carta sobre a outra, escrita pelos pais de Willian, juntando-se a sogra no sofá.

- Está mais feliz?- Perguntou a senhora Darcy, colocando o bordado de lado.

- Feliz não, porem mais tranqüila.

- Eu também, estou mais tranqüila, em saber que ele esta bem.

- A senhora Janta comigo e com meus pais hoje não é?

- E quem resistiria a uma olhar desses? Janto sim minha pequena.

- “Minha pequena”, gosto quando a senhora me chama assim.

- Então sempre a chamarei assim, minha pequena.

Elas ficaram assim, conversando por horas, ate resolverem se aprontar para o almoço, já que ambas não tinha tomado o café, por causa das cartas de Willian.
Lizzy passou o resto da semana um pouco mais alegre e disposta. Todas as noites lia a carta de Willian e dormia abraçada a ela. Nas manhãs, caminhava até a cachoeira e ficava lá até a hora do café. No período da tarde, passou a arrumar o canteiro de margaridas, replantando as flores, adubando a terra.

A nova segunda-feira de agosto amanheceu fria, lizzy acordou com um forte vento gelado que abriu sua janela. Levantou-se da cama quente e fechou a janela, sentido um forte arrepio subir pela barriga. Instintivamente levou a mão a boca, mas não conseguiu segurar o liquido que saiu de sua boca. Correu para o banheiro e passou a expelir o liquido repetidas vezes.

Ouvindo o barulho dentro do quarto do filho, a senhora Darcy entrou e deparou-se com lizzy passando mau.

- Minha pequena o que você tem?- perguntou ajudando lizzy a se levantar do chão do banheiro.

- Não sei, eu levantei e já comecei a passar mau.

- Vamos, deite-se aqui, vou mandar meu esposo chamar um médico.

Lizzy passou o resto da manhã deitada, amparada pela senhora Darcy, a espera do médico que chegou um pouco antes da hora do almoço
- Mas que demora Doutor Dr. Phillip - reclamou a senhora Darcy.

- Me desculpem, estava ajudando em um parto, a moça não teve condições de chegar até o hospital.

- Tudo bem, eu já estou melhor agora, não era preciso o senhor Ter vindo.

- Não diga bobagens, ela passou muito mau essa manhã.

- Então vamos começar logo com esse exame.- declarou o médico.


Ele começou a ouvir a respiração de lizzy, mediu a pressão, verificou se não tinha febre, apalpou a barriga da moça, e passou a fazer uma série de perguntas.

- A senhora tem se alimentado direito? Comeu alguma coisa diferente esses dias?

- Não, estou me alimentando bem.

- Tem se sentindo alguma tontura?

- Senti um pequeno mau estar semana passada, mas pensei que fosse apenas por Ter trabalhado no sol.
- Sua menstruação esta em dia?

- Está - respondeu corada- quer dizer, ainda não veio esse mês.

- Elizabeth peço que não se ofenda com a minha próxima pergunta.

- Tudo bem- respondeu preocupada.

- A senhora manteve relações com seu marido, no prazo de 1 mês até agora?

- Não, não estamos casados a 1 mês.

- Não foi essa a minha pergunta.

- Meu Deus, sim nos estivemos juntos antes do casamento, mas eu não entendo o que isso tem a ver doutor!- respondeu contrariada.

- Bom minha cara, tudo indica então que a senhora esta gravida.

- Gravida?- repetiu a senhora Darcy.

- Sim, tonturas, atraso da menstruação e todo resto. Tudo leva a crer que ela esta gravida.

- Um filho- lizzy colocou a mão no ventre- meu e de Willian.

A senhora Darcy acompanhou Dr. Phillip até a porta voltando logo em seguida.

- Um neto! Você vai me dar um neto minha pequena- Falou emocionada.

- Ou uma neta, meu Deus eu ainda não posso acreditar....

- Estou tão feliz, enfim um motivo para comemorar!

- Sim, a senhora está certa, imagina a cara da minha mãe quando souber!

- Vamos descer e almoçar, depois vamos lá contar a novidade para seus pais.
Motivada por uma nova força, lizzy levantou-se da cama e logo que se trocou desceu para almoçar, recebendo um afetuoso abraço do sogro. A família almoçou feliz, como a muito tempo não fazia, sentiram-se tristes quando lizzy falou que sua felicidade só seria completa se Willian estivesse ao seu lado.

Após o almoço todos seguiram em direção a casa dos Bennets para poder dar a noticia de que uma nova vida estava sendo esperada.

- Um bebe? Minha lizzy está esperando um filho?- perguntou o Senhor Bennet visivelmente emocionado.

- Sim papai, eu estou gravida. Dr. Phillip confirmou essa manhã.

- De quanto tempo minha filha?- perguntou a senhora Bennet eufórica.

- De algumas semanas- interveio a Senhora Darcy, lançando um sorriso para lizzy.

- Então eu vou ser titia? Mais que felicidade!- Jane abraçava a irmã.

- Só lamento meu filho não estar aqui- Disse o senhor Darcy- Willian sempre sonhou em ser pai.

- E ele será meu sogro. Irei contar-lhe a novidade na próxima carta, espero que isso lhe de forças.

- Ele ficará tão feliz,- desabafou a senhora Bennet- imagina, um menino com o rostinho dele.

- Eu não sei se será um menino mamãe, pode ser uma menina.

- Mas tenha certeza minha filha, ele ira ficar mais contente se for um menino.

- Meu filho irá ficar contente se a criança vier com saúde- defendeu a senhora Darcy- não importa o sexo do bebe.

- Tenho certeza disso- amenizou o Senhor Bennet.

- Bom, então vamos comemorar com uma taça de vinho- declarou Jane- menos você lizzy, para você uma taça de suco já esta de bom tamanho.

Todos seguiram para a cozinha, traçando planos e nomes para aquele bebe que estava por vir.
fim do capitulo 9
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