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Um Certo Orgulho e Preconceito - Capítulo VIII

Escrito por Tânia Ligado . Publicado em Um Certo Orgulho e Preconceito

Capítulo 8

 

Lizzy acordou no hotel com uma dor de cabeça. Olhou no relógio ao lado da cama e viu que eram 6 da manhã, e não conseguiu mais dormir. Continuou deitada, pensando.

“Nossa, o que foi o dia de ontem?”- e se arrepiou só com as lembranças.

“Tudo maravilhoso, apenas que....”- e percebeu, assustada – “que não me lembro como vim parar aqui”

Ainda não estava completamente desperta, suas lembranças eram confusas e a dor de cabeça a atordoava.

“O que foi que eu fiz? Perdi completamente a noção das coisas! Eu me lembro, estou me lembrando....”- e tal idéia a atormentava – “Eu bebi demais... acho que falei demais... e me atirei em cima dele!“

Tal fato acabou deixando-a nervosa, ansiosa e completamente acordada.

“E se ele me achar muito oferecida? E se ele pensar que eu sou sempre assim? Mas também posso nunca mais vê-lo, e foi tão bom! Não me arrependo de nada!”

“Nunca na vida senti algo parecido, e não tinha porque me privar. E o problema de resistir a uma tentação é que a gente pode não ter outra chance.”

“Pode ser que eu nunca mais o encontre. – pensou com tristeza – Não espero nada dele. Ele é uma pessoa importante. Deve conhecer várias pessoas mais adequadas a ele do que eu. E a sua namorada... sua tia... pelo que ele contou, quero distância delas!”

“Não me arrependo de nada “– concluiu, e se sentiu melhor com tal pensamento.

“Apenas uma coisa ainda me atormenta... eu não... eu não consigo me lembrar...”

“Lembro das coisas que disse... lembro como ele correspondeu... ele também me queria! – pensou, esboçando um sorriso, e sentando na cama – ele me queria como eu o queria! “

“O jeito que ele me beijou, a fúria com que me jogou no sofá!...tudo o que ele fez! Ele talvez me queria mais do que eu a ele!”- Sorriu satisfeita.

“ Ele tirou meu vestido...e foi tão bom, tão bom.... mas eu estava nervosa, nervosa como nunca! E continuei bebendo – se deu conta – bebendo de nervosa.... “

“Como fui burra! Bebi tanto que agora não me lembro!”

“Como posso ter feito isto? Como posso não lembrar de algo que deve ter sido maravilhoso?”

... Mas que raiva!!!! Não consigo me lembrar! Não me arrependo do que fiz, do que falei... até porque não posso voltar atrás para mudar. Mas me arrependo de beber, por não conseguir lembrar!”

 

Ainda estava escuro, o dia recém começava a clarear e Lizzy não conseguia mais dormir. Resolveu levantar. Charlotte dormia na cama ao lado, e ela decidiu ir ao banheiro, tentando não fazer barulho. A cabeça latejava a cada passo.

Perto da porta do banheiro, algo desviou sua atenção. Havia um bilhete em cima da mesa com seu nome. Estava dobrado e parecia não ter sido aberto. Seu coração disparou, pensando de quem poderia ser. E o pegou com certa ansiedade.

“Oh, é de Charlotte.” – apesar de adorar a amiga, não pode deixar de sentir um certo desânimo. – “Deve ser sua resposta ao meu.”

Como estava escuro no quarto, o levou para ler no banheiro.

“Querida Lizzy,

Planejava passar o dia todo contigo, já que também estou sentindo falta das nossas conversas. E por isso voltei ao hotel ontem às 9 da manhã.

Amiga, não posso disfarçar a minha surpresa ao me deparar com teu bilhete. Como me sinto mal!

Creio que tenho sido uma amiga ausente e me culpo de não a ter escutado. Não posso acreditar no fato que possas planejar um passeio, e eu sequer suspeite com quem.

Prometo a partir de hoje estar sempre disponível quando quiseres me contar algo.

Meu comportamento não merece desculpas, pois a tenho negligenciado e dado preferência a uma pessoa que convivo a menos tempo.

Temos que conversar, amiga!

Agora são 18 horas e eu já estou de saída. Esperei ansiosa por ti o dia todo. Não me agüentei e tentei te ligar, mas teu celular estava desligado, o que aumentou minha curiosidade.

Com o coração partido já te adianto que não voltarei cedo. E não tem como ser diferente, já que meu namorado vai viajar e não o verei durante a semana inteira.

Ah, já ia esquecendo: Jane ligou! E tenho boas notícias: ela fará o curso! Ela queria te dar a notícia pessoalmente, mas também não conseguiu te ligar. E te confesso que ela ficou tão curiosa quanto eu para saber sobre o teu misterioso passeio.

Beijos da amiga que muito te quer,

Charlotte”

“Charlotte querida. Sempre tão dedicada. Imagina, se considerar negligente! Negligente sou eu, que não sei com quem ela namora – e riu – Mas de hoje isto não passa!”

Terminou de ler e resolveu tomar um remédio para a dor de cabeça antes de entrar no banho.

No chuveiro, ficou perdida em seus pensamentos. Lembrando do bilhete de Charlotte, de sua estimada irmã que chegaria, e principalmente, pensando no Sr. Darcy.

- Lizzy! Você está ai? Posso entrar?

O chamado de Charlotte a trouxe de volta a realidade. Já estava no banho há quase uma hora.

- Claro, Charlotte!

- Lizzy querida, desculpa perturbar teu banho. Acordei e fiquei te esperando sair, mas como tu não saia nunca eu fiquei preocupada e vim verificar se está tudo bem.

- Sim, Charlotte. Esta tudo bem... só uma dor de cabeça que estava me matando. E fiquei um pouco mais no banho para ver se diminuía.

- Um pouco mais no banho, Lizzy? Tu já está há quase uma hora ai dentro! Se tivesse uma banheira, pensaria que tinha se afogado.

Lizzy não pode deixar de rir do comentário da amiga.

- Estou falando sério, Lizzy. Fiquei preocupada! E agora estou atrasada.

- Desculpa, Charlotte. Perdi a hora – disse se enrolando em uma toalha e saindo do chuveiro.

- Você está péssima, Lizzy! Que olheiras! Que cara de cansada!

- Estou cansada mesmo, minhas pernas estão me matando. Acho que foi do cavalo...

- Cavalo? – Charlotte perguntou curiosa e incrédula - Como assim cavalo? Por onde você andou Lizzy? E com quem?

- Ih.... Longa história, Charlotte. – bocejou ainda sonolenta – Tem tempo agora?

- Na verdade não, estou atrasada. Mas pode ficar ai no banheiro e me contar enquanto eu tomo banho.

- Mas Charlotte, eu também tenho que me arrumar, esqueceu? Encontro contigo depois, no quarto.

Quando Charlotte saiu do banheiro, Lizzy estava quase pronta para descer.

- Lizzy! Estou muito curiosa! Não vai fugir sem me contar onde estava ontem o dia todo.

- Ai, Charlotte. Já disse que a história é longa... Quer ver?  Ontem eu voei de helicóptero, andei de cavalo, nadei num lago, comi bolo de chocolate, participei de um piquenique, tomei champanhe, beijei na boca.... – discorreu enumerando os fatos.

- Beijou na boca, Lizzy? Na boca de quem?

Lizzy ria. Sabia que amiga ficaria surpresa.

- Te conto agora mesmo se tu me contar o nome do teu namorado – propôs com empolgação.

- Claro, Lizzy! Meu namorado.... – abruptamente se calou – Ai... Não dá para falar assim... Quero conversar depois com calma...

- Então depois com calma te falo também o nome de quem eu beijei.

- Ah, Lizzy... Tudo bem então... – suspirou derrotada - Quem sabe hoje a gente almoça no quarto? Não vou agüentar até a noite.

- No quarto? Tenho uma idéia melhor e mais agradável do que ficar trancada no quarto. Podemos almoçar naquele jardinzinho que vemos da janela. Já fui ali, é bem agradável e tranqüilo. Com certeza, não seremos incomodadas.

- Boa idéia, Lizzy. – sorriu.

- Agora vou indo, que estou morrendo de fome. Nem lembro se eu jantei ou não ontem.

 

Lizzy tomou café, e se surpreendeu com a fome que estava. Depois, ao passar por Jonas na recepção, ele a chamou:

- Lizzy! Vem aqui um pouquinho! Sei que eu uma vez te falei da importância de ser discreta neste emprego, mas não estou conseguindo me controlar.

Ela riu. Sabia a que ele se referia. Era o único que vira os dois, e era até o momento o único que sabia sobre ela e o Sr. Darcy.

- Lizzy! Desculpa a indiscrição e o atrevimento, mas tenho que comentar: você não é boba, hein garota! Para onde você foi com o homem? Não, não precisa me contar isto. Tenho que ser discreto! Mas justo com o homem, com o poderoso chefão?

- Poderoso chefão? Com assim? – arqueou as sobrancelhas, confusa.

- Vai dizer que não sabe, Lizzy? O nosso poderoso chefão! O dono deste hotel, e não só deste, de todos os hotéis da rede Pemberley!

Lizzy ficou branca, sentiu as pernas bambas, quase desfalecendo. Só não caiu, pois pôde apoiar-se no balcão.

- O Sr. Darcy é o dono do hotel? – balbuciou assombrada

- Lizzy querida, vai dizer que não sabia?

- Não... – por mais que ela quisesse ser discreta, não pôde se controlar, e lágrimas começaram a correr em seu rosto.

- Venha cá Lizzy, sente aqui!

Ela tremia de nervosa.

- Vai dizer que você não sabia?

- Não, ninguém me disse... Ele não me disse...

- Ai, essa minha mania de discrição! Devia ter contado para você quem ele era. Agora poderia ter evitado essa situação. Olhe só para você! O que eu posso fazer por você, Lizzy?

- Nada. Agora ninguém pode fazer mais nada por mim...

O que Lizzy sentiu era imensurável. Ninguém poderia supor a dor que tal descoberta lhe causara. Ele não era só importante, mas era muito importante. E era o chefe dela. Era o dono do hotel!

Era como se todo o dinheiro dele se colocasse entre os dois, formando uma barreira intransponível, afastando-os mais e mais. Como se todo esse dinheiro reforçasse o fato que ele nunca seria dela.

“Oh, foi com ele que eu esbarrei em Porto Alegre!”

E tal fato a deixou mais nervosa. Jonas estava preocupado, mas a deixou sozinha para atender um cliente.

Lizzy ficou só com seus pensamentos, escondida atrás do balcão:

“Eu esbarrei com ele! Como pude não me virar para olhar? Se o tivesse visto, nada disso estaria acontecendo... E ele deve ter me visto. Mas não, não deve ter me reconhecido... Ou será que sim?”

“Agora tudo faz sentindo! Chegar no meio da noite e querer um quarto. Claro, todos os quartos são dele! E por isso toda aquela preocupação de todos em lhe agradar”

“Mas como ele pôde fazer isso comigo? Como ele pôde esconder-me uma coisa destas? Ele sabia que eu não sabia quem ele era. Como pôde me mentir?”

“E eu confiei nele! Como pude?”

“Os momentos que passamos juntos... ele deve ter se divertido sabendo o que eu pensaria quando descobrisse quem ele era! Deve ter rido muito às minhas custas!”

“Ai, que raiva, que raiva, que raiva!”

Lizzy estava se acalmando quando Jonas voltou, e vendo sua preocupação, falou:

- Jonas, estou perdida. Acho que me apaixonei... E vou precisar da sua ajuda... Posso contar com você?

- Claro, Lizzy. Me sinto tão culpado! Mas o que eu posso fazer?

- Nada demais. Apenas me ajudará a evitá-lo. Esta história tem que parar aqui, Jonas. Já foi longe demais. Tenho que vê-lo o menos possível. E preciso deste emprego!

Jonas assentiu com a cabeça.

- Elisabeth, você está ai! Estava a sua procura. – O Alberto apareceu na recepção. Então percebeu que ela estivera chorando, e falou: - O que houve, Lizzy? Você não esta se sentindo bem? Algum problema com a sua família?

- Não Alberto, obrigada pela sua preocupação. Minha família está muito bem.

- Então....? – mas não concluiu a frase, pois achou melhor não se intrometer. E Jonas fez um sinal para ele por trás de Lizzy, sem que ela percebesse, que significava problemas amorosos.

- É que acabei de receber uma notícia... Desculpa Alberto, mas logo ficarei bem. Não vou deixar algo tão insignificante afetar meu trabalho. Só... Posso te pedir uma coisa?

- Sim, Lizzy – Alberto respondeu.

- Me libera por alguns minutos para falar com Charlotte. Preciso falar com Charlotte...

- Charlotte? Bom, se isto a fará se sentir melhor, é claro. Ela está no último andar. Está com uma decoradora vendo as suítes presidenciais. Pode ir, Lizzy. Mas não demore muito.

Lizzy subiu correndo pelas escadas, pois não conseguiu esperar pelo elevador.

- Charlotte! Você está ai! Estava a sua procura.

- Lizzy! Estamos definindo a decoração do novo hotel de São Paulo. Queremos que sejam padronizados e que esteja tudo perfeito. – e fez uma pausa, percebendo que sua amiga não se encontrava bem – Mas o que aconteceu, Lizzy? Que palidez! E esses olhos vermelhos? Andou chorando? – e Charlotte se virou para as duas mulheres que estavam com ela – Podem indo ver o outro quarto, que eu as encontro depois.

- Lizzy, amiga... O que foi que houve, querida? O que você tem? Ah, só pode ser.... é sobre o passeio de ontem, não é mesmo?

Lizzy confirmou com a cabeça, cruzando os braços e mordendo o cantinho dos lábios.

- Com quem você estava, Lizzy? Quem você beijou? Quem fez isso contigo, querida? – Charlotte estava evitando falar tu, para perder o sotaque de gaúcha.

- O..... o Sr Darcy.

- O Sr Darcy? – Charlotte não disfarçou a surpresa – Fitzwilliam Darcy? Ele mesmo, Lizzy?

- Sim.... Tu sabes quem ele é?

- Claro, Lizzy! Todo mundo sabe! Como eu não iria saber?

- Na verdade.... Eu não sabia... Acabei de descobrir...

- Oh, Lizzy – Charlotte pegou as mãos da amiga – não sei o que te dizer.... A gente devia ter conversado.... Se eu tivesse te contado, teria evitado isso.

- Tu é a segunda pessoa que me diz isso....

- Ai amiga.... Beijou o Sr. Darcy! E me falaram que ele é lindo! Mas como surgiu a idéia do passeio? Não entendo! Achava que não gostavas dele! Fiquei sabendo que o considerava arrogante, petulante... Fiquei sabendo...

- De início achei isto, sim. Morri de raiva dele! Mas depois... Bom, não importa mais o que eu achei depois, pois agora estou morrendo de raiva de novo! – e pensou um pouco – Mas como tu sabes o que eu pensei sobre ele? Não te contei nada...

- Jane. Jane me falou ao telefone. Ela estava curiosa e queria mais detalhes. Mas eu desconhecia completamente o assunto.

- Ah, minha querida irmã! Acho melhor não comentarmos nada com ela. Não quero lhe causar preocupações. Jane é tão boa!  Promete, Charlotte? Promete que não vai contar nada a ela?

- Sim Lizzy, se assim desejas. Mas agora quero saber de todos os detalhes.

E Lizzy contou tudo. Tudo o que se lembrava. E decidiram manter os planos para o almoço, pois Charlotte ainda não tivera oportunidade de lhe falar sobre seu misterioso namorado.

Não demorou muito, e Lizzy voltou a descer, saindo à procura de Alberto. Não podia se dar ao luxo de deixar problemas pessoais interferirem em seu trabalho. Ainda estava em avaliação, e mesmo que não estivesse, tinha que ser profissional.

- Jonas, viu o Alberto?

- Não, Lizzy. Vejo que você já esta melhor. Fico feliz, já que fiquei tão preocupado! E me sinto tão culpado... Resolvi não ser mais discreto, Lizzy.  Pelo menos não com você. E como a vejo mais calma, gostaria de lhe contar algumas coisas.

Lizzy olhou no relógio, e viu que já estava atrasada.

- Vou ser breve, prometo. O Sr. Darcy fez uma reserva para daqui a duas semanas. Disse não saber se precisará ou não do quarto, mas fez a reserva por precaução.

- Duas semanas? Mas então Caroline ainda esta na casa dele?

- Lizzy, acho que sim. E pelo que pude perceber, ela não tem a menor intenção de sair.

- Como assim, Jonas? Ele fez algum comentário?

- Não, ele não.... Mas ela esteve aqui.

- Ela esteve aqui?

- Sim... Ela esteve aqui ontem apenas meia hora depois que vocês saíram. Eram aproximadamente sete horas, e ela veio acreditando que neste horário ele ainda estaria no quarto. E não consegui convencê-la do contrário. Ela fez um escândalo, Lizzy! Tive que levá-la até o quarto. As malas dele ainda estavam lá, arrumadas, pois mais tarde alguém viria buscar. E ela ficou esperando por ele por três horas! Não sei fazendo o que, mas ficou lá. Tão obstinada! E se vocês voltassem, não sei o que seria de mim. Certamente o Sr. Darcy ficaria furioso! Mas resolvi correr o risco, achando que vocês não retornariam tão cedo. E acertei, graças a Deus! Aliás, a que horas vocês chegaram? Eu não estava mais aqui.

- Na verdade, eu não sei... mas ele tinha um compromisso as 20 horas, então não deveria ser tarde.

- Não sabe? Como assim?

- Ai, Jonas.... Vou te dizer, mas não me condene por isso, por favor. Eu bebi demais ontem... E não me lembro como cheguei aqui.... Só tenho um pouco de vergonha em pensar que alguém possa ter me visto...

- Hum... antes das 20 horas? Vou tentar descobrir algo com a Rita, que estava no lugar da Estela. Ontem fiquei além do meu horário com ela, para lhe passar algumas dicas e informações importantes. E ironicamente uma das dicas que lhe dei foi sobre a importância da discrição! Mas vou tentar igual. Vou estender meu horário novamente para lhe ensinar alguma outra coisa, e tentarei entrar no assunto.  E tem que ser hoje, porque acho que terça-feira a Estela retorna.

- Sim! Por favor! Estou louca para saber, mas não quero chamar atenção.

Lizzy já queria sair, mas Jonas continuou:

- E tem mais uma coisa que você deve saber, Lizzy.

- O que?

- Ele vem sempre aqui. Como a casa dele é aqui em São Paulo, este hotel funciona como um hotel matriz. É para cá chegam todas as informações a respeito dos outros. E a sala que ele costuma usar é bem próxima a do Alberto, onde você costuma ficar. Entende o que quero dizer, Lizzy?

Lizzy fez que sim com a cabeça, enquanto novamente mordia o cantinho da boca.

- Você deve se preparar, Lizzy. Deve estar preparada para encontrar com ele diversas vezes.

Lizzy ficou nervosa com a última informação, mas logo se recompôs.

- Obrigada, Jonas! Agora tenho que ir. O trabalho me espera! E tenho que inscrever a minha querida irmã Jane no curso antes que as vagas terminem.

E assim se iniciou uma grande amizade. Jonas Prates se tornou amigo e confidente de Elizabeth Bennet.

Como Lizzy se atrasou para começar a trabalhar, acabou perdendo o horário do almoço. A conversa com Charlotte teve que ser adiada novamente, e elas então combinaram um jantar.