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Um Certo Orgulho e Preconceito - Capítulo XIII

Escrito por Tânia Ligado . Publicado em Um Certo Orgulho e Preconceito

Capítulo 13

 

Georgiana não estava mais hospedada no hotel desde que o irmão partira, tendo preferido retornar a sua casa, mesmo com a presença de Caroline. Cedo da manhã, ela passaria lá para buscar Elizabeth.

- Lizzy! – Georgiana exclamou contente ao ver a nova amiga entrando no carro – Que bom que estás aqui! Eu tinha medo que desistisse. Sei que meu convite a pegou despreparada, e que visitar dez colégio não é algo verdadeiramente agradável.

- Estás enganada, Georgiana. – respondeu sorrindo - Ainda não tive tempo de conhecer a cidade e acho que adorarei tal passeio.

Georgiana deu um suspiro e respondeu:

- Espero que sim... Já eu penso que olhar tantos colégios será algo chato demais...

Lizzy riu.

Georgiana logo começou a mostrar o roteiro traçado pelo irmão. Iriam ver três escolas pela manhã e a tarde somente duas, por serem mais distantes.

Pelo caminho, Georgiana foi descrevendo a cidade para Lizzy, o que deixou esta última bem satisfeita. Porém, as visitas aos colégios foram realmente um suplício, tal como Georgiana previra.

Todas as escolas faziam questão de ter Georgiana Darcy em seu quadro de alunos, pois sabiam que se tratava de uma menina rica e de uma família tradicional. E Lizzy achou irritante a bajulação com a qual foram tratadas.

No primeiro colégio visitado, Lizzy ainda estava deslocada, desconhecendo o que era importante saber sobre o assunto. Mas já a partir do segundo, pôde compará-los, e fazer muitas perguntas pertinentes, tal como sobre o ensino de idiomas, qualificações de professores, números de disciplinas, horas de aulas, e etc. Georgiana a olhava agradecida.

Ao final da manhã já estavam cansadas. E de tarde ainda iriam a mais duas escolas.

- O que você acha, Lizzy? Estou tão confusa! Não consigo decidir! São tão diferentes!– Georgiana exclamou ao final do dia – Cada uma tem algo que me agradada. Aprender alemão, francês ou italiano? Ou todas essas línguas? Escola religiosa ou não? Se eu quero ter aula de natação, ou prefiro uma academia de ginástica completa? Se quero participar de trabalho voluntário, ou quantas horas quero ficar na escola?.... Tantas coisas a considerar! Não sei o que pensar! O que você acha? Estou tão confusa!

Lizzy suspirou:

- Não sei. Não sei o que te dizer. É muito difícil mesmo. Quem sabe amanhã não teremos mais sorte? – Lizzy tinha sua própria opinião, mas preferiu se calar. Decidiu não palpitar, pois tinha medo que Fitzwilliam Darcy não aprovasse a escolha.

No outro dia, Lizzy acordou menos animada. Não pela companhia, pois descobriu apreciar muito Georgiana, mas sim por estar farta destas visitas. E só haviam visto a metade...

Georgiana e o motorista apareceram para apanhar Lizzy no mesmo horário do dia anterior, pontualmente. Mas no primeiro colégio visitado, uma surpresa ao saírem do prédio:

- É este, Lizzy! Encontrei! Não tem como ser nenhum outro! É neste que eu quero estudar! – Georgiana falou de maneira eufórica.

Lizzy sorriu e suspirou aliviada.

Georgiana continuou:

- Aulas de pianos com a Sra. Marly Jones! Uma das melhores pianistas brasileiras! O que mais posso querer, Lizzy? – fez uma pausa, assustada – E se meu irmão não aprovar minha escolha? E se ele fizer alguma objeção? Você precisa falar com ele e convencê-lo!

- Eu? – falou, sem disfarçar seu espanto e nervosismo.

Georgiana riu, percebendo que não era algo que agradaria Lizzy.

- Por favor, Lizzy! Me ajude! Fale com ele para mim!

- Ai, Georgiana... Se fizer mesmo questão que ele saiba minha opinião, eu lhe escreverei um e-mail. Mas não me peças mais do que isto, por favor. – Lizzy suplicou.

- Um e-mail? Sim! Pode ser também! Vou ligar para ele agora para dizer que encerraremos nossas visitas, que já está decidido.

- Ligar para ele? – Lizzy perguntou, receosa

- Sim. Ele está em algum lugar do Nordeste, mas está com seu celular particular, que poucos têm o número, aguardando minha ligação.

- No nordeste? – perguntou, entre aflita e curiosa

- Sim... Pelo que pude perceber, foi uma viagem de última hora. Ouvi uma conversa dele ao telefone. Parece que William foi para lá investigar algo relacionado com algum desvio de verbas. Escutei-o falando sobre alguém que estava nos roubando, e que era uma pessoa de sua confiança. Mas isto foi tudo, pois ele não quis me contar.

- Ah....

Estavam no carro e Lizzy não pôde deixar de escutar o telefonema, angustiada por não ter certeza se Georgiana cumpriria sua promessa e não a faria falar com Darcy. Mas enfim respirou aliviada ao vê-la finalmente encerrando a ligação.

- Pode mandar o e-mail para ele, Lizzy. Primeiramente ele disse que não era necessário, que confiava plenamente na tua escolha. Mas depois penso que ficou curioso e acho que agora aguarda teu e-mail com certa impaciência. – Georgiana sorriu com malícia.

Lizzy confirmou com a cabeça, não evitando um suspiro.

“Escrever para ele? Como farei isto? Serei mais sucinta e direta possível. Curta e grossa!”- pensou. E não pode deixar de se sentir nervosa e ansiosa pelo fato.

- Lizzy! Creio que teremos tempo livre agora! Você tirou folga para o dia todo, não é mesmo?

Lizzy sorriu e fez que sim.

- Então... – ela continuou – Vou ligar lá para casa e avisar que iremos almoçar. Caroline está lá, mas tenho planos para fazer com que ela saia, e penso que você poderá me ajudar.

- Eu? – Lizzy estava surpresa, e ouviu atentamente o que Georgina tinha a dizer. Seu plano poderia não dar certo, mas tinha que admitir que a idéia era boa.

Por mais que tivesse certeza que não gostaria de Caroline, e que provavelmente a detestaria, sua curiosidade para conhecê-la era o sentimento que prevalecia.

- Sabe, Lizzy – Georgiana continuava – fui um dia com ela até sua casa e você não acreditaria no que eu vi! A casa está toda esburacada! Sério, Lizzy! Ela está demolindo tudo, trocando todos os canos! E acho que desnecessariamente, só para justificar sua permanência na minha casa. Considero que isto não é paixão, é uma doença! E mesmo assim, que vá para a casa do irmão dela!

Lizzy ria, achava a situação divertida, mas não ousava fazer nenhum comentário.

- Podemos aproveitar o resto da manhã para visitar algum ponto turístico, o que você prefere: Estação da luz e o museu da língua portuguesa, a vista do edifício Itália, ou o Masp?

- Ah, gostaria de conhecer todos. Mas como só há tempo para um, deixarei que escolhas o da tua preferência.

E foram juntas ver a vista do terraço Itália, um restaurante que permitia a subida de visitantes, e por estar em um dos prédios mais altos da América Latina - com 165 metros de altura - proporcionava uma bela vista da cidade.

 

A casa dos Darcy’s era branca, de esquina e recuada, com um grande jardim em frente e cercada por grades da cor verde. As flores conferiam uma visão agradável, além da própria beleza da casa. Lizzy ficou encantada pelo colorido proporcionado pela união de diferentes espécies de flores. Podia perceber a presença de rosas, orquídeas e lírios, entre outras que desconhecia. E como não poderia deixar de ser, a residência dos Darcys era enorme, ocupando quase uma quadra inteira.

- Minha mãe adorava flores – Georgiana falou, ao notar a admiração da amiga – E até hoje mantemos este jardim da mesma forma como ela o deixou.

- Com este sol, Caroline deve estar na piscina – Georgiana falou, contornando a casa e indo em direção aos fundos. Lizzy a seguia sem dizer uma palavra, atônita, observando a mansão com surpresa.

Mas Caroline não estava lá, e as duas entraram na casa.

- Anda, Lizzy! Quero que conheças tudo antes do almoço! Só sinto por não poder te mostrar o quarto do meu irmão, pois Caroline está instalada lá.

- Ah... – embora quisesse negar, na verdade adoraria conhecer o quarto de Darcy. E Georgiana percebeu seu interesse, sorrindo disfarçadamente – Sua casa é muito bonita, Georgiana.

- Sim. Também acho. Foi minha mãe que a decorou e eu nunca permiti nenhuma mudança. Sabe, desta forma é como se eu pudesse sentir sua presença, como se ela estivesse sempre perto de mim. Sinto tanto por não conhecê-la, Lizzy.

Lizzy a abraçou de modo carinhoso. E foi com esta cena que Caroline se deparou ao finalmente se encontrarem.

Caroline parou a porta, estagnada. Surpresa ao observar a intimidade de Georgiana com uma estranha. Sabia que ela, morando tantos anos fora, quase não tinha amizades no Brasil. E estava convencida da timidez excessiva da cunhada, conformada por ter que conviver com o jeito retraído dela, sempre distante. Pois nas inúmeras vezes em que tentou se aproximar, foi prontamente repelida. E antes que Lizzy pudesse perceber sua presença, já havia sido analisada de cima a baixo.

- Caroline, você está ai? O que está fazendo parada na porta? Nos espionando, por acaso? – Georgiana falou, contrariada. Não gostou de ver Caroline observando-as daquela maneira.

Caroline achou sua cunhada um tanto insolente, mas tinha planos de conquistá-la, e não de desagradá-la, e então ignorou tal fato.

- Imagina, Georgiana querida! Acabei de chegar! Só não quis entrar apressadamente e atrapalhar vocês.

Lizzy não precisou ouvir nenhuma palavra pronunciada por ela para confirmar o que já suspeitava: não gostou de Caroline.

Caroline era uma pessoa bem educada, com modos distintos, mas aparentemente superficial. Sempre foi rica, nunca precisou trabalhar e nem batalhar pelas coisas. Para ela, todos deveriam fazer suas vontade e agradá-la. Era esnobe, antipática e arrogante. E Lizzy percebeu isto apenas com o primeiro olhar.

Nascida e criada em Minas Gerais, na capital Belo Horizonte, Caroline Bingley se mudou para São Paulo ansiando por uma aprovação no vestibular da USP para o curso de administração de empresas. Visava assumir os negócios da família juntamente com o irmão. Mas após três tentativas mal sucedidas, sem muito esforço da parte dela – deixo bem claro, pois ela é inteligente – acabou perdendo o interesse por estudar. Seu passatempo preferido passou a ser participar e organizar eventos de qualquer porte, desde que com pessoas selecionadas. Costuma sair-se bem tanto na preparação de jantares íntimos até de coquetéis para mais de quinhentas pessoas, o que se tornou interessante aos olhos de seu hoje ex-namorado Fitzwilliam Darcy.

Caroline tinha uma estatura mediada, olhos verdes, e cabelos loiros tendendo ao ruivo, como seu irmão. Lizzy achava que não devia ser feia, mas não conseguia ter certeza por causa da maquiagem pesada. Aliás, tudo nela era exagerado. Sua vestimenta não era nada discreta, e mesmo em casa, estava sempre carregada com inúmeros apetrechos.

- Georgiana, estava a sua procura, pois o almoço está sendo servido. – Caroline enfim falou. Virou-se para Elizabeth, não disfarçando sua antipatia – Quem é ela?

- Ah, muito prazer. Sou Elizabeth Bennet. -  falou sorrindo. Mas seu modo educado não foi correspondido.

- Ah... – ignorando Lizzy, virou-se para Georgiana, franzindo as sobrancelhas – Já a conhecia?

- Não. A conheci semana passada. Ela é amiga do meu irmão. – falou de propósito para irritar Caroline. Lizzy disfarçou um sorriso.

Caroline sentiu o sangue subir, mas controlou-se e perguntou:

- Amiga de seu irmão? Mas eu conheço todas suas amizades e posso dizer que nunca ouvi falar dela antes. – falou, fingindo tranqüilidade.

- Na verdade, sou funcionária do hotel. E foi lá que conheci Georgiana. Estou apenas ajudando-a, a pedido de seu irmão, a procurar uma escola adequada.

Caroline suspirou aliviada e enfim disse:

- Mas Georgiana, meu amor, podia ter pedido a mim. Eu teria prazer em procurar um colégio com você.

Georgiana deu um sorriso amarelo como resposta.

Sentadas a mesa, Georgiana deu seqüência ao plano, tal como combinou com Elizabeth.

- Caroline, como andam as obras da sua casa?

- Ah, está bem pior do que a última vez que a viu. Não podes imaginar a bagunça em que se encontra.

- Então não planejas deixar nossa casa tão cedo? Sabe, Caroline, embora não pareça, eu sei o que pretendes. E devo dizer que me agradaria muito vê-la namorando novamente o meu irmão – mentiu, esboçando um sorriso. Para ela era difícil tal fingimento, mas precisava fazer um esforço para auxiliar o irmão que tanto amava -  e que acho que estender sua permanência aqui só serviria para prejudicá-la.

Caroline fitou-a, curiosa. Lizzy as observava em silêncio, se policiando para não rir.

- Como assim? Não estou entendendo.

- Sei que meu irmão gosta de você ainda, minha cunhada. Mas acho que ele está se sentindo sufocado. Você deve dar espaço para ele, Caroline. Tenho certeza de que se deixá-lo um pouco livre, sem vê-lo, sem procurá-lo, sumindo por um tempo, ele em seguida sentirá sua falta e virá atrás de você.

- Você acha mesmo? – Caroline parecia ter achado tal idéia interessante.

- Com certeza. Acho que em uma semana você o teria de volta. Talvez um pouco mais, pois meu irmão é meio lento para essas coisas. Mas no máximo em um mês, ou dois, penso que ele se veria apaixonado novamente.

Caroline sorria alegremente, pensando nesta possibilidade.

- Ou quanto sumisse o perfume do travesseiro – Lizzy enfim comentou, e Georgiana a olhou agradecida.

- O que? - Caroline a fitou, não disfarçando seu desprezo.

- Sim, o cheiro do travesseiro – Georgiana interveio – É uma metáfora, Caroline. Como no filme “Como perder um homem em dez dias”.

- Não vi este filme. Não sei a que vocês se referem. – Respondeu a contragosto.

- O casal termina, ela vai embora da casa dele, e algum tempo depois, não sei bem quanto, ele a procura. Pois o perfume que ela colocou no travesseiro dele desapareceu, e ele, com a ausência do cheiro, percebe que sente falta dela, e que a ama. – Lizzy explicou divertida.

- Sim, isto mesmo. Entende aonde eu quero chegar, Caroline? Se o fizer sentir saudades, penso que meu irmão correrá para seus braços novamente.

Caroline suspirou visivelmente agradada com a idéia, e respondeu:

- Vou pensar.

Lizzy e Georgiana se olharam satisfeita. Eram cúmplices. E estavam torcendo para que Caroline agisse conforme tinham previsto.

Durante a tarde, Caroline procurou evitá-las, pois não considerava Elizabeth Bennet uma companhia adequada, visto que era apenas uma funcionária do hotel. E por isso, insignificante, não merecendo sua atenção. E além do mais, o fato de perceber sua intimidade com sua ex-cunhada, vendo o modo como se relacionavam – parecendo duas grandes amigas - fazia com que sentisse incomodada.

Georgiana fez questão de mostrar o álbum de fotos da família. E Lizzy ao ver uma foto de Darcy quando criança, não pode evitar um comentário:

- Nossa! Que gracinha! Ele já era lindo desde pequeno! – disse automaticamente, sem pensar. Mas ao perceber que falara demais, levantou as sobrancelhas, e levou a mão à boca, assustada.

Georgiana riu, mas agiu de forma discreta, não fazendo nenhum comentário. O dia inteiro estava analisando Elizabeth Bennet. Queria saber se o sentimento que seu irmão nutria por ela era mútuo. E não precisava deste último comentário para confirmar o que já tivera certeza.

O resto da tarde passaram na piscina, aproveitando o dia ensolarado e quente. Georgiana emprestou um biquíni a Lizzy. Era um pouco maior dos que estava acostumada, mas serviu bem.

Na despedida de Elizabeth, Georgiana tocou no assunto que adiara durante todo dia:

- Obrigada pela companhia, Lizzy. Foi muito agradável! Mas agora tenho que te falar que pretendo abusar um pouco mais de você.

Lizzy a olhou, curiosa.

- Em menos de dois meses será a inauguração dos hotéis de Florianópolis e o de Minas Gerais, conforme o previsto – prosseguiu – Apenas o daqui de São Paulo é que atrasará um pouco, por alguns problemas surgiram durante as obras. Penso que demorará quase um mês a mais – suspirou - Mas mesmo assim, manteremos o cronograma inicial. A data de inauguração já foi divulgada e a imprensa, os fornecedores e até os investidores já estão no aguardo. Então faremos uma cerimônia de inauguração com um coquetel de lançamento, na mesma data em que foi definida anteriormente. E meu irmão, Lizzy, quer que eu me envolva mais com os negócios da família, e colocou em minhas mãos organizar tal evento – fez uma pausa e respirou fundo – mas não darei conta disto sozinha, precisarei da tua ajuda.

- Minha ajuda? – Lizzy indagou, assombrada – Mas eu não entendo nada do assunto!

- Não é nada demais Elizabeth. Teremos uma equipe para nos auxiliar, que nos darão diversas sugestões e apenas escolheremos entre as opções. Até que eu entenda mais sobre o assunto e tenha as minhas próprias idéias.

- Hum... Entendo. Mas porque eu?

- Porque você é funcionária do hotel e meu irmão escolheu você, Lizzy.

- Oh! - Tal frase pegou Elizabeth de surpresa, ela não conseguiu pronunciar uma única palavra.

Georgiana sorriu, e continuou:

- Creio que você não tem como negar um pedido de meu irmão – fez uma pausa - Mas ele acha que você é a pessoa mais adequada para isto. Ele confia em você, Lizzy. Desculpa não ter tocado antes no assunto, mas tive medo de te aborrecer.

Ficaram em silêncio.

Então Georgiana perguntou:

- Então, o que você acha? Posso contar contigo?

- Sim, pode sim. Mas já aviso que não entendo nada do assunto, acho que mais atrapalharei do que ajudarei.

- Não seja tão modesta, Lizzy. Tenho certeza que se sairá muito bem. Mas está ciente que Caroline estará presente?

- Sim.

- E sabe que ela a odiará, por você estar ocupando uma função que costumava ser dela?

- Sim... Já imaginava – respondeu. – Mas não ligo a mínima para o que ela pensa, Georgiana.

- Que bom, Lizzy. Nem eu. Mas minha tia Catherine de Bourgh também estará presente. E já te adianto que ela também não gostará nada de te ver ocupando o lugar de Caroline.

Lizzy suspirou. Não estava ocupando o lugar de Caroline. Pelo menos não da forma como gostaria.