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Amor Proibido - Capítulo 4

Ligado . Publicado em Amor Proibido


     Capítulo 4
 
 
      Um mês após aquele dia na festa e William já perdera a conta de quantas vezes discou o número de Elizabeth Bennet para depois não concluir a ligação. Não sabia o que falaria com ela, mas tinha que falar com ela. Discou o número, e o telefone começou a chamar.
 
O telefone chamou uma vez, e quando ia chamar a segunda vez, bateram à porta do seu escritório. Darcy desligou o telefone e mandou que entrassem.
 
- William, vamos estudar sobre o caso Mackenzie? Não é um caso fácil, achei melhor analisarmos o caso agora. Está ocupado?
 
- Não, Charles. Vamos começar.
 
 
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- Quem era, Lizzy?
 
- Ninguém, mamãe. Chamou uma vez e parou. – dizendo isso ela colocou o celular na bolsa.
 
- Poderia ter sido um adorável rapaz – replicou a senhora Bennet. – Nunca se sabe.
 
- Mamãe! Não é possível que a senhora deu o número do meu celular a George Wickham!
 
- Porque não, querida? Ele é um ótimo rapaz, e...
 
- Mamãe, é a última vez que falo com a senhora sobre isso. Esqueça! Eu só me relacionarei com quem eu escolher, será que não fui clara o suficiente? O papai está em casa, está no escritório?
 
- Está sim. Só tenho filhos ingratos. Depois que você e sua irmã Jane se mudaram para aquele apartamento, não posso ver diariamente as minhas filhinhas mais velhas. Jane está no bom caminho namorando aquele advogado Charles Bingley, e sem nenhuma ajuda minha, mas você, querida, necessita de minha ajuda. Ando ocupada com a campanha de seu pai, mas não me esqueço de você.
 
Lizzy deu um beijo em sua mãe, e foi ao escritório de seu pai.
 
- Papai.
 
- Olá, querida. Como está? – perguntou Lincoln Bennet enquanto beijava o rosto de sua filha.
 
- Bem, papai. E o senhor não para agora com essa campanha.
 
- Faltam apenas 5 meses, querida. Não sei se dará para ganhar de Paul De Bourgh, mas também se eu não ganhar, a vida continua. Volto para as minhas aulas até a próxima eleição.
 
- Fico feliz com isso, papai. Por você não ser aquele tipo de homem com sede de poder.
 
- Claro que não, querida. Você me conhece muito bem.
 
Depois de passar um tempo agradável conversando com seu pai, Lizzy se despediu e foi mostrar a planta de uma sala de estar para uma cliente.
 
 
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- Estamos há horas aqui, Will. Já está na hora de irmos, já escureceu. Amanhã terminamos. Vamos jantar? Que tal o restaurante onde a Jane trabalha?
 
- Não sei, Charles.
 
- Qual o problema? Ela só é uma das nutricionistas do restaurante, não é uma das proprietárias. Não tem problema nenhum. Vamos, estou com fome.
 
- Tudo bem, Charles. Esse restaurante é excelente mesmo, embaixo do Rideau Canal.

 
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Elizabeth Bennet, Charlotte Lucas e Jane Bennet estavam sentadas em uma das mesas do elegante restaurante Le Café.
 
- Jane, o que você recomenda hoje para a gente? – perguntou Elizabeth.
 
- Hum, recomendo Quesadilla com uma salada de frutas, e como já acabou meu horário de expediente, vou ficar aqui com vocês esperando o Charles chegar.
 
 
- O Príncipe Encantado! - exclamou Lizzy com seu jeito sapeca.
 
- Quase isso, Lizzy. – respondeu Jane sorrindo com a expressão sonhadora, típica dos apaixonados.
 
- Não existem Príncipes Encantados. Só sapos.
 
- Char, também não é assim. Ninguém é perfeito. O Charles é meu quase príncipe.
Por que também acho que não existe Príncipe Encantado. Mas alma gêmea talvez.
Se existisse mesmo, o Charles seria a minha.
 
- Ah, não.
 
 
Trilha Sonora: Undiscovered - James Morrison
 
 
 
- O que foi, Char? – perguntaram Lizzy e Jane quase ao mesmo tempo.
 
- O Príncipe chegou e trouxe a cavalaria junto com ele.
 
Charles, Darcy e Fitz se aproximaram da mesa. Charles sentou junto de Jane.
 Fitz sentou-se em uma cadeira próxima a Charlotte e só restou a Darcy sentar na cadeira que sobrou.
 
Lizzie e Darcy evitaram se olhar, assim como Charlotte, que não olhou para Fitz.
Esse, por outro lado, olhava para ela com um largo sorriso no rosto.
 
- Que prazer revê-la, Charlotte. – falou Fitz e depois dirigiu o olhar a Elizabeth. – A você ainda não tive o prazer de ser apresentado formalmente. - e sorriu ao sentir o olhar atravessado que William dirigiu a ele. – Sou Fitz.
 
- Olá, sou Elizabeth. A Charlotte você já conhece.
 
- Sim. Já tive o prazer. – respondeu Fitz.
 
- Esse aqui é meu primo William. Você já teve o prazer de conhecê-lo também – dessa vez Fitz sentiu o olhar atravessado de Elizabeth, que nada respondeu. – Charles, você ainda não nos apresentou a sua encantadora namorada. Vejo que não exagerou nos elogios.
 
Jane ficou vermelha.
 
- Não mesmo. – replicou Charles segurando a mão dela.
 
Ninguém falou mais nada, o silêncio reinava absoluto por alguns minutos.
 Charles finalmente despertou de seu mundo particular, onde só existia Jane e ninguém mais. Analisou a situação à sua volta e resolveu falar.
 
- Eu acho que como William e Fitz são como irmãos para mim e Jane a minha namorada, eu fico numa situação um tanto difícil, já que ambas as famílias são concorrentes políticas. Mas sugiro que quando estivermos todos presentes, que esqueçamos essa história de política. Então, todos de acordo? Jane, Will, Fitz, Lizzy? – perguntou Charles, que recebeu um aceno positivo de cabeça de todos.
 
- Sim, meu amor – respondeu Jane. – Política não é para ser discutida na hora do lazer.
 
O jantar transcorreu calmamente. Quem falava muito à mesa eram Fitz, Charles, Jane e Charlotte. As duas últimas com um pouco menos de freqüência. Já Darcy e Elizabeth só respondiam quando eram solicitados.
 
Lizzy sempre desviava o rosto quando sentia que era observada por William. Não podia mentir pra si mesma, estava magoada por ele não tê-la ligado, tinha um pouco de esperança apesar das circunstâncias, mas ele não ligara.
 
No fim do jantar, na saída do restaurante, Fitz ofereceu carona para Charlotte e Lizzy, mas elas recusaram porque a primeira estava com seu carro.
 
Jane e Charles foram embora juntos, ainda iam namorar um pouco, sozinhos.
 
Darcy deixara seu carro no escritório porque fora no carro de Charles ao restaurante.
Agora ia no carro de Fitz, que o levava para apanhar seu carro.
 
- Que sorte a minha ter encontrado vocês dois na saída do escritório. Assim tive a chance de rever Charlotte e finalmente conseguir o número dela. – disse Fitz levantando um cartão com o número de Charlotte anotado.
 
- Você não muda mesmo, Fitz. Não se cansa de só ter relacionamentos curtos? Pular de mulher para mulher? Quero só ver quando você se apaixonar de verdade e ela não quiser nada com você.
 
- Will, acho muito difícil isso acontecer um dia. Mas por que você leva a vida tão a sério? Deixe de ser tão sério e curta mais a vida. Arrisque-se! Eu vi como você e a Elizabeth Bennet ficaram durante o jantar todo. Fingindo que não se conheciam, mas bem que trocavam olhares de vez em quando. Vocês estavam conversando tão entrosados na festa à fantasia! O que aconteceu para o fogo ter se transformado em gelo?
 
- Em que mundo você vive, Fitz? Você sabe que ela é filha do Lincoln Bennet. O principal concorrente do tio Paul ao senado.
 
- E daí? Viva um pouquinho o perigo, primo. Você pode gostar.
 
- Não quero falar sobre isso. – depois de um tempo calados, Darcy voltou a falar. - Estou contente pelo Charles. Ele se encantou mesmo pela Jane Bennet. Ela é uma moça muito simpática.
 
- Nosso amigo Charles sabe escolher bem uma garota.- Fitz falou. – Muito bonita.
 
Dessa vez Darcy não pode deixar de sorrir junto com ele.
 
- Encoste o carro aqui perto mesmo da pista de patinação. A distância para o escritório é  pequena, quero caminhar um pouco antes de chegar lá.