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AS QUATRO ESTAÇÕES - O OUTONO (PRIMEIRA PARTE) - CAPÍTULO VII

Escrito por Mari Ligado . Publicado em As Quatro Estações

Capítulo VII
 
   O dia amanheceu sem nuvens em Longbourn. Elizabeth foi acordada pelos raios de sol
que invadiam o quarto pela janela e batiam em seu rosto. 
 
   “Hoje tenho um encontro com o Sr. Darcy!” pensou sorrindo, porém lembrou-se das
palavras de Wickham na noite anterior e foi tomada pela tristeza. 
 
   “Não, ele jamais faria algo assim! Como posso pensar mal de uma pessoa que amo
tanto? O que ele diria se soubesse que tive esses pensamentos sobre ele? Você deveria se
envergonhar, Elizabeth Bennet!”
 
   Ela se vestiu e desceu para tomar o café da manhã. 
 
   - Como está se sentindo, Lizzy? Quando entrei no quarto ontem à noite você já estava
dormindo. Eu fiquei preocupada.
 
   - Estou ótima, Jane. Acho que só precisava mesmo de uma boa noite de sono.
 
   - Cheguei a pensar que você estivesse resfriada como eu, mas pela sua disposição vejo
que estava enganada.
 
   - Acho que foi só um mal-estar momentâneo. Já passou.

   - Assim fico mais aliviada.
 
   As duas sentaram-se para tomar o café com as outras. Ninguém mais falou sobre a
indisposição de Elizabeth. Lydia já havia monopolizado todas as atenções. Ela se
vangloriava por ter sido a vencedora da partida de uíste da noite anterior.
 
   - É simplesmente tão injusto! Era eu quem devia ganhar!
 
   - Ora, Kitty, não seja má perdedora. – dizia a Sra. Bennet.
 
   - É verdade, Kitty. Eu ganhei porque jogo melhor do que você. Aceite os fatos. Você é
uma perdedora!
 
   - Lydia!
 
   - Qual é o problema, Jane?
 
   - Você deveria controlar mais a sua língua.
 
   - Mas eu só disse a verdade!
 
   - Às vezes, a sabedoria está em saber se calar. – interveio Mary.
 
   - Por que você não segue seu próprio conselho e não se cala, Mary? 
 
   - Lydia! – dessa vez era Elizabeth quem repreendia a irmã.
 
   - Mas será que todos estão contra mim hoje?
 
   - Não sejam tão duras com a querida Lydia. – pediu a Sra. Bennet – Ela só estava
contente por ter vencido no jogo.
 
   - A questão não é essa, mamãe. Ela precisa aprender a pensar antes de falar. – disse
Elizabeth.
 
   - Lydia é apenas espontânea, Lizzy. Não vejo o mal que há nisso.
 
   - Eu desisto. – e levantando-se da mesa Elizabeth dirigiu-se à porta.
 
   - Aonde você está indo? – inquiriu a mãe.
 
   - Vou dar um passeio para arejar as idéias. Acho que a minha dor de cabeça está voltando.
– e com isso saiu para seu encontro.
 
   Quando chegou ao local combinado, Darcy já aguardava por ela.
 
   - Desculpe pelo atraso. – começou ela. 
   - Está tudo bem agora. – ele a beijou levemente  nos lábios – Tive medo de que não
viesse.
 
   - E por que eu não viria? - ela se sentava sobre um velho tronco de árvore caído, sendo
seguida por ele.
 
   - Eu não sei, talvez estivesse arrependida por ter se envolvido comigo...
 
   - Eu deveria estar arrependida?
 
   - Não! Claro que não!
 
   - Então está tudo bem, Sr. Darcy. Eu não estou arrependida.
 
   - Por que você ainda me chama de Sr. Darcy?
 
   - Eu não sei. Como gostaria que eu o chamasse?
 
   - Pode me chamar pelo meu primeiro nome, Fitzwilliam.
 
   - Acho que não. Fitzwilliam é um nome muito comprido. Vou chamá-lo só de William.
 
   Ele sorriu.
 
   - Era como minha mãe me chamava quando eu era pequeno.
 
   - Eu não sabia... Se você não quiser que eu o chame assim...
 
   - Não, – ele a interrompeu – pode me chamar de William. Eu gostaria muito.
 
   - Está bem, então. – ela sorriu aliviada – William.
 
   Ele a beijou novamente em resposta.
 
   Mesmo após a separação dos lábios, ficaram abraçados por um longo tempo. Apenas se
deliciando com a presença um do outro. Ele enrolava um cacho dos cabelos dela em seu
dedo.
 
   - Gostaria de ter um anel de noivado para lhe dar.
 
   - Não precisa se preocupar com isso. Eu não dou importância para essas coisas.
 
   - Mas eu dou. Quero fazer tudo como manda o protocolo. Assim que seu pai chegar de
viagem irei até a sua casa e pedirei a ele a sua mão.
 
   Ela riu. 
   - Está certo. Mas até lá o que faremos? Não podemos anunciar o noivado sem a permissão
de meu pai. Tenho certeza de que ele dará o seu consentimento, mas mesmo assim
precisamos esperar por ele.
 
   - Eu sei... Acho que até o retorno dele precisaremos manter tudo em segredo, como temos
feito. Sei que é uma situação horrível e indigna de você, mas não vejo alternativa.
 
   - Um noivado secreto... Nunca vi algo tão romântico. Nem mesmo nos livros.
 
   Ele riu.
 
   - Não sabia que você era tão romântica.
 
   - Eu não sou. Quero dizer, não tanto quanto minhas irmãs mais novas, mas acho que toda
moça gosta de um pouco de romantismo de vez em quando.
 
   - É bom saber disso.
 
   - Eu posso saber o porquê?
 
   - Porque quando brigarmos bastará que eu lhe dê um ramalhete de flores ou uma caixa de
bombons para fazermos as pazes.
 
   - Pois saiba que não será tão fácil. Eu posso ser bastante orgulhosa às vezes e não perdôo
facilmente.
 
   - Nesse ponto creio que somos iguais.
 
   - Você também é orgulhoso?
 
   - Bastante.
 
   - E considera o orgulho um defeito ou uma virtude?
 
   - Uma virtude, quando há superioridade de inteligência, mas, quando se encontra
combinado a uma mente fraca, considero-o uma falha terrível.
 
   - E qual deles julga que é o meu caso?
 
   - Minha querida, jamais encontrei uma mente tão brilhante quanto a sua.
 
   - Depois de tamanho elogio eu fiquei sem palavras.
 
   - Céus! Será que consegui o impossível? Deixei Elizabeth Bennet sem palavras?
    - Não consigo compreendê-lo, Sr. Darcy. Num momento me faz um elogio tão grande que
duvido que seja verdadeiro, e no outro me ofende desta maneira! – respondeu ela fingindo
ressentimento.
 
   - Meu amor, ofendê-la não poderia estar mais distante das minhas intenções. Eu apenas
pretendia fazer uma brincadeira com o fato de que não é apenas o seu pensamento que é
rápido, mas a sua língua também.
 
   Ela intensificou sua expressão escandalizada.
 
   Ele, então, resolveu consertar seu erro depositando pequenos beijos no pescoço dela. A
iniciativa obteve o efeito desejado, uma vez que os pensamentos de Elizabeth pareceram
evaporar-se instantaneamente. Era impossível pensar no que quer que fosse com
Fitzwilliam Darcy beijando seu pescoço.
 
   A trilha de beijos logo seguiu para o queixo, e, em seguida, para a boca. Ele finalizou seu
pequeno passeio acariciando longamente os lábios de sua amada com os seus.
 
   Levantaram-se e começaram a andar de mãos dadas, acolhidos pelas sombras do bosque.
Logo Elizabeth lembrou-se do que estava tão ansiosa para perguntar a ele.
 
   - William, – ele sorriu. Era tão bom ouvi-la chamá-lo daquela maneira! – de onde você
conhece George Wickham?
 
   O semblante dele se fechou instantaneamente. 
 
   - Foi bom você ter tocado no assunto. Eu estava querendo falar com você sobre isso há
algum tempo. Naquele dia, no baile, você me apresentou a Wickham. Eu gostaria de lhe
fazer a mesma pergunta. De onde você o conhece?
 
   Ela ia dizer-lhe que fizera a pergunta primeiro, mas, levando em consideração a seriedade
com que ele tratava o assunto, achou melhor responder:
 
   - Ele está em Meryton com o regimento. Conheci-o em uma das reuniões que meus tios
Philips organizam em sua casa. Eles sempre convidam os oficiais. Desde então nos
tornamos bons amigos.
 
   - Eu imagino que ele já deve ter falado sobre mim.
 
   - De fato, falou. Na verdade, ele disse coisas horríveis a seu respeito.
 
   - Foi o que pensei. Elizabeth, olhe para mim. –  ela fitou então aqueles grandes olhos
azuis, mais graves do que ela jamais os havia visto – Não sei o que George Wickham lhe
disse sobre mim, mas asseguro-lhe de que não é verdade. Eu aconselharia que você se
afastasse dele. Aquele homem não é o que aparenta ser.
    - Por que você diz isso? O que sabe sobre ele que eu não sei? – ele havia atiçado sua
curiosidade.
 
   - Isso não importa agora. No futuro pretendo esclarecer suas dúvidas quanto a isso, mas,
por hora, basta que saiba que conheço o Sr. Wickham muito bem e que ele não vale
absolutamente nada.
 
   Apesar de desapontada, ela preferiu não perguntar mais. Era óbvio que aquele não era um
assunto do qual ele gostasse de falar.
 
   Fizeram o restante do percurso em silêncio. Quando chegaram no ponto em que cada um
deveria seguir seu caminho, despediram-se com um beijo rápido e se foram.
 
 
***
   
   Elizabeth passou o resto do dia pensando na conversa que tivera com William. Sua
cabeça dava voltas e ela se sentia mais confusa do que nunca. 
 
“... saiba que eu conheço o Sr. Wickham muito bem e que ele não vale absolutamente
nada.” - as palavras dele não saíam de sua mente.
 
   Como o Sr. Wickham poderia ser uma pessoa tão ruim como William afirmava e ela
nunca ter percebido? Ela teria notado algum desvio no caráter dele. Ela podia conhecê-lo
havia poucos meses, mas naquele curto período haviam convivido bastante. Ele freqüentava
sua casa, era amigo de sua família. Não, algo não estava certo. William nem sequer lhe
dissera o que provocara a ruptura entre os dois. Mas ele também não teria motivos para
envenená-la contra o sr. Wickham. A não ser ciúmes, talvez. Ele havia visto, no baile, que
ela e Wickham eram bastante próximos. Elizabeth riu com essa idéia. 
 
“William não pode estar com ciúmes.”  pensou ela  “E mesmo que estivesse, ele jamais
seria capaz de fazer algo assim!”
 
   Era verdade que pouco tempo havia se passado desde o primeiro encontro deles, mas
Elizabeth sentia como se o conhecesse a vida toda. Podia dizer com absoluta certeza que
Fitzwilliam Darcy era uma boa pessoa e incapaz de um ato de maldade.
 
   Na manhã seguinte, chegou a Longbourn o convite para o baile que o Sr. Bingley daria
em Netherfield Park dali a dois dias. Pode-se imaginar a euforia que tomou conta da
residência dos Bennets. Lydia e Kitty, histéricas,  tentavam decidir que vestidos e sapatos
usariam. A Sra. Bennet já planejava mais compras em Meryton. Mary ignorava toda a
agitação à sua volta e tentava concentrar-se em sua leitura, enquanto Jane e Elizabeth
assistiam ao carnaval armado pelas irmãs mais novas com animação contida. As duas
Bennets mais velhas estavam absolutamente deliciadas com a idéia do baile, mas preferiam
guardar a empolgação para elas mesmas. Jane por ser tímida e reservada e Elizabeth por
não poder contar a todas o motivo de sua felicidade. 
    - Precisamos ir a Meryton comprar fitas novas e sapatos também! Deus, não acredito que
teremos apenas dois dias para aprontar tudo para o baile!
 
   - Mamãe, não se esqueça de que é o Sr. Bingley quem está organizando o baile e, não, a
senhora.
 
   - Eu não me esqueci, Lizzy. Por que você sempre tem que dizer essas coisas sem sentido?
 
   - Bom, é que, normalmente, é o anfitrião quem se preocupa em “aprontar tudo para o
baile”.
 
   - Lizzy, você entendeu o que eu quis dizer! Precisamos garantir que vocês serão as moças
mais lindas do salão! Principalmente a querida Jane. Temos que cuidar para que Bingley
não consiga tirar os olhos dela!
 
   - Mamãe, a senhora sabe o quanto eu odeio ser desagradável e estragar os seus
maravilhosos planos, mas não podemos fazer compras em Meryton dessa vez. Já gastamos
bastante nos preparativos para o último baile. Papai não é rico, sabe?
 
   - Ora, Lizzy, apenas umas comprinhas não vão levar o seu pai à falência!
 
   - Mamãe, por favor, escute a Lizzy. Podemos usar nossos vestidos e sapatos antigos. Não
precisamos de novos. Tenho certeza de que ainda assim estaremos todas muito bonitas no
baile. – disse Jane com sua candura habitual.
 
   - Bem, se é assim... Está certo. 
 
   Elizabeth e Jane trocaram olhares aliviados.
 
   - Mas eu queria tanto um par de sapatos novos! – começou Lydia.
 
   Elizabeth fuzilou-a com o olhar, mas, mesmo assim, a caçula não se calou.
 
   - Como vou chamar a atenção dos oficiais com estes sapatos velhos?
 
   - Lydia – falou Mary desviando-se de seu livro pela primeira vez – nenhum dos rapazes
vai reparar nos seus pés.
 
   Lydia olhou para a irmã com desprezo e calou-se.
 
   - Lydia, querida, suas irmãs estão certas. Compraremos sapatos novos para o próximo
baile.
 
   A caçula pareceu dar-se por vencida, mas não conformada e saiu da sala batendo os pés
como uma criança birrenta.
    - Ela parece tão madura com relação a algumas coisas – observou Elizabeth – e tão
infantil com outras.
 
   - Não seja tão dura com ela, Lizzy. Ela está numa passando por um período complicado.
Não se esqueça de como você era naquela idade. – respondeu Jane.
 
   - Bom, eu nunca corri atrás de oficiais e também nunca me comportei como uma menina
mimada. Jane, você é tolerante e compreensiva demais. Não pode ficar cega para os
defeitos de todos! 
 
   - Não exagere, Lizzy. Você é quem deveria parar de criticar tanto os outros. Todo mundo
tem alguma coisa boa dentro de si. Você só precisa  enxergar por trás dos defeitos as
qualidades maravilhosas que às vezes não percebemos.
 
   Elizabeth não soube como responder àquilo. Permaneceu calada quando Jane se retirou
do aposento deixando-a sozinha com Mary, que havia  voltado sua atenção para o livro
novamente.
 
   Ela não era tão crítica quanto Jane dissera. Apenas gostava de rir-se das manias e vícios
de seus conhecidos. Não havia mal naquilo. E quanto às suas irmãs, ela estava apenas
preocupada com a formação delas. Havia certos desvios em sua educação que precisavam
ser corrigidos e a mãe jamais conseguiria aquilo passando a mão nas cabeças delas sempre
que agissem mal. E por mais que Elizabeth amasse o pai, precisava reconhecer que ele não
estava sempre presente para orientá-las. Constantemente isolado em sua biblioteca, como se
lá fosse o seu universo particular, ele só se juntava ao resto do mundo em poucas ocasiões,
quando, assim como a filha predileta, gostava de rir e apontar as falhas alheias, inclusive as
de suas próprias filhas e esposa. Mas isso não mudaria o comportamento delas.
 
   Pensar no pai fez Elizabeth sentir seu coração apertado. Já havia duas semanas que ele
estava viajando e ainda não havia escrito dizendo quando voltaria. Além das saudades, ela
também sentia muita preocupação. Será que estaria bem? Estaria se alimentando direito?
Por que não dera notícias ainda?
 
   Para o alívio de Elizabeth, a resposta a essas perguntas veio no dia seguinte, com a
chegada de uma carta na qual o Sr. Bennet informava a todas que havia feito boa viagem e
que deveria voltar para casa dentro de algumas semanas. Ele dizia que a viúva e os filhos de
seu primo se encontravam bem, na medida do possível, e que ele estava aproveitando a
estadia para rever parentes e amigos antigos. Dizia também que, caso o Sr. Bingley já
houvesse pedido a mão de Jane em casamento, seu consentimento estava dado. Esta última
parte arrancou risadas de Elizabeth e das outras enquanto Jane ficava vermelha como um
tomate.
 
 
 
   Infelizmente, para Elizabeth, o pai nada dizia a respeito do consentimento para o seu
noivado com o Sr. Darcy. “Mas como ele poderia?” pensou ela. Se nem mesmo a mãe e as
irmãs sabiam da relação dos dois, como o Sr. Bennet poderia saber, estando tão longe? 
“Não posso revelar ao mundo que estou noiva de William, mas, pelo menos, poderei
dançar com ele amanhã.” falou para si mesma numa tentativa de levantar seu ânimo.
 
   Quando o dia do baile chegou, a agitação em Longbourn era superior à do dia da entrega
do convite, se isso fosse possível. A Sra. Bennet e suas filhas mais jovens corriam de um
lado para o outro procurando fitas, sapatos, presilhas,... Jane, Elizabeth e Mary eram as
únicas que já haviam se aprontado e aguardavam pacientemente pela mãe e as irmãs na
sala. Mary praticava ao piano para passar o tempo e Elizabeth e Jane conversavam. Quando
a Sra. Bennet chegou na sala e viu o vestido que sua primogênita havia escolhido, entrou
em pânico:
 
   - Jane, você precisa mudar de roupa imediatamente! Já estamos atrasadas, mas você não
pode ir com esse vestido!
 
   - Por que não, mamãe? – a confusão estava estampada no rosto de Jane.
 
   - Ora, querida, ele é muito simples! Você precisa usar algo que chame mais atenção! 
 
   Elizabeth revirou os olhos. Mesmo conhecendo sua mãe desde que nascera, ela jamais se
acostumaria com o jeito de ser dela.
 
   - Mamãe, o vestido da Jane está ótimo. Não há tempo para ela se trocar. Como a senhora
disse, já estamos atrasadas.
 
   E era verdade. O vestido de Jane estava realmente ótimo. Era de seda e possuía uma
tonalidade de azul claro que realçava o brilho dos  olhos dela. Já o de Elizabeth era um
modelo simples em rosa claro que deixava à mostra o seu porte esguio. Mary usava um
vestido verde. Fora o primeiro que ela avistara ao  abrir o armário. As duas Bennet mais
jovens trajavam modelos brancos com fitas coloridas que marcavam suas cinturas. A de
Lydia era de cetim azul escuro, enquanto a de Kitty, também de cetim, era verde musgo.

   E assim as cinco irmãs Bennet partiram na carruagem com sua mãe. Cada uma com seus
próprios sonhos e expectativas para aquela noite.