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O Homem Certo - Capítulo 01

Escrito por Tânia Ligado . Publicado em O Homem Certo


Não, eu não queria fazer feio. Eu tinha que estar perfeita para causar boa impressão.


Eu conheceria os amigos de George, o meu atual ficante. E não eram quaisquer amigos. Eu bem sabia que entre eles se incluiam William Darcy e Charles Bingley, filhos dos donos de nada mais nada menos do que a D&B – advocacia. Ricos, poderosos e influentes.


Não que eu me importasse comigo, mas seria ótimo se eu fizesse amizade com eles e conseguisse depois um emprego para a minha querida irmã Jane, uma advogada recém formada super competente e sem nenhum pingo de sorte.


Eu não queria que eles se interessassem por mim, mas desejava estar bonita para causar impacto, para ser notada. Por que por mais que as pessoas teimem em dizer que a aparência não importa, eu bem sei que tudo se torna mais fácil e as portas se abrem quando eu me visto para arrasar. Quando eu me sinto poderosa, as pessoas acreditam que eu sou mesmo poderosa.


- Então? Para onde nós vamos? – entramos em sua Mercedes Negra, reluzente de tão limpa.


Não, o George não era um mal partido e eu me divertia com ele. Mas ele não era o homem certo para mim. Aliás, eu tinha plena convicção que o homem certo para mim não existia. Pelo menos eu nunca o tinha conhecido.


Por que eu não me contentaria com pouco. Eu queria tudo: amor, uma paixão arrebatadora, amizade, companheirismo. Um homem que me fizesse ofegar e perder o fôlego com apenas um beijo. Que me deixasse arrepiada e gelasse o meu estômago. Que me fizesse sentir tudo e ao mesmo tempo eu sentisse que a vida sem ele não significaria nada. Eu não me contentaria com pouco. Não mesmo.


E a menos que esse homem aparecesse na minha vida e caísse no meu colo de pára-quedas, eu me sentia ótima sozinha. Curtia a minha liberdade e vez ou outra eu me divertia com os homens errados. Mas nunca enganava ninguém. Eles sabiam – como o George sabia – que eles só eram um passatempo para mim.


E nisso a gente se dava bem – eu e o George – por que ele não queria compromisso, assim como eu. E costumávamos nos encontrar para nos divertir. Riamos muito, bebíamos, saiamos para dançar, e sempre terminávamos a noite no apartamento dele ou no meu. Ele era gostoso, tinha uma pegada ótima. O sexo era maravilhoso.


- A minha empresa alugou um salão de festas no Plaza.


- Nossa, que chique! Eu devia ter colocado um vestido longo? – eu brinquei. De qualquer forma, eu não mudaria de roupa.


- Não. Você tá ótima mesmo, Lizzy. Linda.


- Obrigada – e eu sorri. – Vai ter muita gente?


- Muita gente.


- E a Charlotte?


- Também vai.


- Que bom. – esfreguei minhas mãos, satisfeita – Faz um tempão que eu não a vejo.


Ele estacionava o carro.


- Um último beijo? – eu propus ainda dentro do carro.


- Último, por quê? – ele indagou levemente confuso.


- Ah, George. Vai ter mil conhecidos teus lá dentro. Não quero te deixar preso. Mais tarde se a gente quiser, a gente fica junto. – e eu sorri, entortando meu lábio.


- Ok. – ele assentiu e aproximou seu rosto do meu com uma expressão meio maliciosa e então me tascou um beijão de língua.


Eu desci do carro e ajeitei minha bolsa preta sobre o ombro, empinei meu nariz e entrei de braços dados com o meu amigo-colorido George Wickham.


No mesmo instante em que eu coloquei meus pés no salão de festas, arrependi-me imediatamente de ter ido àquela festa. Gente rica e esnobe. Disfarcei uma careta.


Que diabos eu estou fazendo aqui? – eu pensei, tentando me recompor. Que gente mais engomada e cheia de frescura! Meu Deus do Céu!


Lizzy. Acalme-se. Respire fundo. Pense na tua irmã. Nos contatos que você pode fazer nessa festa. A Jane é tímida, você não. Você pode fazer por ela o que ela mesma não pode. Você ama a sua irmã, ela vale esse sacrifício. E você é forte. Tirará isso de letra.


- Quem é William e quem é Charles? – indaguei ao George.  


- O Charles é aquele ruivo lá naquela roda grande. – apontou para um carinha que matinha no rosto um sorriso simpático. Seus grandes olhos verdes pareciam iluminar o ambiente.


- E aquela ruiva parecida com ele? Com cara de quem comeu e não gostou? Tem um jeitão de chata.


- Rá! – ele riu, jogando a cabeça para trás – Não é só o jeito, Lizzy. Ela é a maior mala. Extremamente irritante.


- Hum. – desconfiei de seu modo de falar – Mas você já ficou com ela, não foi?


- Você não deixa escapar nada, não é? – ele debochou.


- Hum hum.


- Nós ficamos algumas vezes.


- Ela está olhando para cá. – eu observei – E se continuar me analisando desse jeito vou lá tirar satisfações. – eu brinquei – Perguntar se ela quer briga.


- Há-há-há. Implicante. Ela só está analisando a concorrência.


- Concorrência? Por acaso ela está interessada em você?


- Eu mim não. Mas ela é bonita. Reparou? E você é uma das únicas mulheres da festa que é páreo para ela.


- Ah é? E ela está interessada em quem? – arregalei meus olhos e sorri com uma expressão marota. Mas o George me conhecia bem.


- Em William Darcy, mas ele não é para o teu bico, Lizzy.


- Por que não? – eu retruquei. Eu adorava um desafio – Ele é esnobe demais para ficar com alguém que não seja do mesmo nível social do que ele?


- Sim.


- Ah.... – eu fiquei boquiaberta.


- Mas não só isso, Lizzy. Ele é esnobe demais para ficar com qualquer mulher.


- Então ele é gay?


- Não, Lizzy. – e ele gargalhou – Só arrogante, prepotente e antipático.


- E ele é bonito?


- Não acho homem bonito, Lizzy.


- Ah, fala sério! Então ele é boa pinta? – eu ironizei.


- Talvez.


- Cadê ele?


- Hum... – ele começou a observar - Naquela parede sozinho.


- Onde?


E ele apontou discretamente para um homem escorado numa parede num canto quase imperceptível.


- Ah! – fiquei sem palavras! Ele era incrivelmente lindo! Com aquele ar displicente de quem não quer se misturar. Sexy e charmoso, mesmo de cara amarrada. Alto, moreno, bem vestido. Roupas de ótimo caimento, de incrível bom gosto – Nossa! – foi só o que eu pude dizer.


- Fecha a boca, Lizzy. – o George me cutucou, enciumado.


- Ah, para, George. – eu o repreendi. – Vou dar uma circulada.


- Ok.


E eu me afastei. Avistara Charlotte, a minha querida amiga de infância.


- Charlotte! – ela estava com uma roda conversando com algumas pessoas. Fui devidamente apresentada e conversei bastante com elas. Adorava conhecer gente nova e tinha facilidade para fazer amizade.


- Lizzy, vem cá – ela me afastou para um canto, para conversarmos com privacidade.


- Champanhe. – agarrei minha segunda taça da bandeja de um garçom. E ela também pegou uma.


- Lizzy, preciso da tua ajuda!


- Minha ajuda? Para que?


- Preciso conhecer um carinha. Faz uns quatro meses que a gente paquera, só que nunca trocamos uma única palavra.


- Hum...


- Vai lá e conversa com ele para mim? – ela suplicou.


- Eu? Como assim?


- É Lizzy. Você sempre teve facilidade para conversar com estranhos. Conversa com ele e depois me apresenta, como quem não quer nada.


- Hum... Como é o nome dele?


- Tom. Tom Collins


- Collins? – franzi a testa, pensativa – Quem é ele?


Então ela apontou para um baixinho meio feioso que conversava e ria com Charles Bingley. Perfeito! Já mato dois coelhos com uma cajadada só.


- Ótimo! – entusiasmada, eu comecei a andar, puxando a minha amiga pela mão. Senti que ela não queria ir, mas para não fazer feio começou a caminhar normalmente nas minhas costas quando viu que não teria alternativa.


- Tom? Tom Collins? – eu me aproximei dos dois.


- Sim? – ele então me olhou.


- Não lembra de mim? – e eu sorri. – Elizabeth Bennet!


- Prima Lizzy?


- Hum rum. – eu confirmei e estiquei minha mão para cumprimentá-lo. Maravilha! Já uni Charlotte a ele e aproveitei para conhecer o Charles. Logo eu e o Charles riamos. Conversando e dando risada como os dois melhores amigos do mundo.


- Venha, Liz. – após mais algumas taças de champanhe e muito papo furado ele já me tratava pelo apelido. Puxou-me pela mão e eu então me vi diante daquele mesmo homem carrancudo.


O frio no estômago! Sério! Meu estômago congelou diante da presença daquele homem. Mas o que é isso! Só podia ser brincadeira ou efeito do champanhe. Mas de qualquer forma, eu precisava descobrir. O frio no estômago não deveria ser ignorado. Eu sempre bebia, e meu estômago nunca congelava assim.


E se eu o tocasse, será que ficaria arrepiada? Eu definitivamente precisava saber!


- Esse é meu amigo, William Darcy.


E ele apenas me deu um grunido como resposta. Ah, fala sério! O homem que congelou meu estomago nem olha para mim? Mas vai ter que olhar!


Ele pode ser antipático, mal educado e anti-social o quanto quiser, só não pode sair congelando estômagos alheios!


- Prazer, William. – e eu me coloquei na pontinha dos pés e dei um beijo no rosto dele.


Ele mal se mexeu. Ah, fala sério! Sua estátua ambulante e sem sentimentos! Não pode sair congelando estômagos alheios e deixando mulheres arrepiadas dessa maneira! Sim, que ridículo! Ele me arrepiou! Eu mal toquei no seu rosto com meus lábios e fiquei toda arrepiada!


E se ele for o homem certo? O homem pelo qual eu esperei a minha vida inteira? Eu preciso descobrir! Preciso beijá-lo na boca para ver se ele me tirará o fôlego. Mas eu duvido muito. Beijá-lo deve ser o mesmo que beijar uma estátua de mármore. Uma pedra fria e dura.


Fiquei olhando fixamente para ele, com um pouco de raiva. Nem disfarcei. Desculpa, foi sem querer. Mas eu estava irritada mesmo.


- Quer alguma coisa? – ele indagou. A forma que eu o olhava não devia ser normal.


- Você é sempre antipático assim?


- Há-há-há. – o Charles gargalhou de maneira escandalosa. Já devia estar bêbado – É sim, Lizzy. Ele é sempre antipático assim. Há-há-há. Essa foi boa. – e ele continuava rindo.


Vi que o William ficou um pouco sem jeito.


- Bom, se você quiser a gente pode se apresentar de novo e você terá uma chance de se redimir.


- E se eu não quiser? – ele respondeu ainda sério.


- Então você só confirmará que é antipático mesmo. Nada demais. – dei um novo gole da minha bebida e fingi casualidade.


- Hum... – ele ficou pensando, com a mão apoiada sobre seu queixo. Queixo bonito, mão bonita. Ah, qual é, Lizzy? Ele é todo bonito. E olha a boca dele. Que boca! Admita que você adoraria beijá-la.


- Ou você acha que só por que é rico e bonito é auto-suficiente e não precisa de amigos? Bom, se esse for o caso, desculpe por importuná-lo e por tomar o teu tempo.


- Você me acha bonito? – ele deu um leve sorriso, debochado.


- Há-há-há – o Charles riu novamente.


- Sim. Acho sim. – eu não tinha a menor vergonha de admitir – Mas você é tão carrancudo!


- Prazer, meu nome é William Darcy. – surpreendentemente ele estendeu a mão de maneira simpática agora. E eu fiquei olhando um tempo para aquela mão estendida.


Isso está mesmo ficando perigoso. Talvez você deva virar as costas e ir embora, Lizzy. E se ele for mesmo o cara certo? Você não estava muito bem e feliz achando que ele não existia?


- Então? Eu não tenho mais a chance de me redimir?


- Não sei. – droga. Eu não sabia como agir. O que havia de errado comigo? Eu era firme sempre. Nunca nenhum homem me fez fraquejar. Nunca.


- Venha. - eu aceitei a mão dele e o arrastei pele salão. Fomos até a área externa, num pequeno jardim.


- O que você quer? – ele indagou ao se ver sozinho comigo. Longe dos olhares de curiosos. Tinha no rosto um ar de deboche.


- Vou te dar a chance de se redimir.


- Ah é? – e ele sorriu. Nossa! Que sorriso mais lindo!


- Hum rum. – eu apenas respondi. Mas não disse mais nada. Apenas olhei no fundo dos olhos dele.


Só o que eu sabia é que eu precisava beijá-lo e que se ele não tomasse a iniciativa eu partiria para o ataque. Eu precisava saber se o beijo dele me tiraria o fôlego. Se ele era mesmo o homem da minha vida.


Por que ele me deixava nervosa, fazia o meu coração disparar, congelava meu estômago e me deixava arrepiada. E eu precisava saber! Não podia conviver com essa dúvida!


- Fica parado, William. Eu preciso fazer um teste. – tinha certeza que ele não tomaria a iniciativa.


- O que? – ele deve ter se assustado, azar. Mas eu não quis nem saber. Eu precisava descobrir que gosto ele tinha.


- Fecha os olhos. – eu me aproximei e sussurrei em seu ouvido.


E ele obedeceu. Sem o menor traço de resistência. E eu colei o meu rosto no dele. Toquei de leve meu lábio no dele. Mas não consegui prosseguir. Estranho. Pela primeira vez na minha vida, eu temia um homem.


E aquele leve roçar de lábios, me arrepiou inteira e me assustou. E eu ia me afastar e fugir dali, mas uma mão em minhas costas de impediu. Ele me apertou com força e então aprofundou sua boca na minha.


Como é que pode uma coisa dessas? Um homem que carrega no rosto uma mascara tão fria tem um beijo tão quente? Que paradoxo. Como pode uma coisa assim?


Nossa, que beijo! Nada de estátua parada, ele realmente sabia o que fazia. Sua boca colada na minha num encaixe perfeito. E o seu gosto... Poderia haver no mundo gosto melhor? Droga! Fiquei tonta. E sem fôlego. Sim, ele me fez ofegar com apenas um beijo! Droga. Ele só pode ser o homem certo. E agora? Eu faço o que? Era tão mais fácil antes, quando eu achava que ele não existia...


- Não! – eu esbravejei e interrompi o beijo. Gritando com o restinho de ar remanescente em meu pulmão.


- Não o que? – ele ficou novamente sério. Carrancudo e lindo.


- Você não pode sair beijando mulheres assim! Vou mandar te prender. – eu ameacei com um pouco de raiva. Eu não podia perder o controle.

- Mas foi você que me beijou. – ele retrucou com aquele ar esnobe dele. Como eu podia achar alguém orgulhoso tão irresistível?

- Eu comecei e você continuou.

- Então foi empate. – e pela primeira vez eu vi um sorriso naquele rosto. Lindo. Ele ficava tão lindo! E de novo perdi o fôlego. E isso que nem me beijando ele estava. Só me segurava apertado e me encarava com aqueles olhos de um azul intenso.


- Me solta. – eu grunhi, me debatendo.


- Não. – ele simplesmente respondeu, novamente sério. E de novo colou seus lábios nos meus.


Droga. Tentei resistir, mas não deu. Era muito, mas muito bom.


- Que droga – eu resmunguei, escondendo minha cabeça em seu peito.


- O que foi? – ele sussurrou baixinho em meu ouvido.


- Eu sabia que eu não devia ter vindo a essa festa. Eu sabia! – então subi meu rosto e olhei para ele – E agora? Como eu vou conseguir viver sabendo que você existe?


- Como assim? – ele sorriu um pouco confuso.


- Me solta, eu quero ir para casa. – recomecei a me debater.


- Não. – ele novamente me apertou em seus braços.


Então uma idéia louca me veio a cabeça.


- Quer ir para casa comigo?


- Para minha casa.


- Não. Para minha. Eu moro no subúrbio. Meu apartamento é apertado e bagunçado. É pegar ou largar.


- Não. – ele mal disfarçou uma careta ao ouvir a palavra subúrbio. Filhinho de papai e esnobe! Como ele pode ser o homem certo? Eu só posso estar louca. Completamente insana – Para minha casa. – ele repetiu.


- Não vou. – eu bati pé, decidida. Não ia para território inimigo nem a pau.


- Então ficaremos aqui.


- Não. Eu vou embora. – mas ele não me soltava. Então eu me irritei de novo - Eu te odeio!


- Você é louca. – e ele gargalhou. O homem certo e carrancudo agora ria da minha cara. Perfeito! E seus dentes eram lindos. Como tudo nele.


- Sim, mas eu era feliz. Não devia ter vindo a essa festa. Eu te odeio mesmo.

Então ele calou minha boca com um beijo. E eu amoleci em seus braços. Dessa vez não tentei me soltar e nem me debati. Fiquei completamente inerte. E entregue também. Eu queria aquele homem, com todas as minhas forças. E era algo tão forte contra o qual eu não poderia lutar.


- Então vamos para um território neutro. – ele propôs.


- Um motel? – e agora quem fez uma careta fui eu. Que nojo! Um motel. Um local onde muitos transam e largam fragmentos de seus corpos por lá. Cheio de suor e de sêmen por todos os lados. Não mesmo. Eu não era mulher de motel.


- Hum rum. Eu quero você. – ele afirmou com aqueles olhos azuis penetrantes.

Nossa! Eu senti como se ele furasse meu corpo apenas com o olhar. Meu coração se acelerou como nunca. Descompassado. Irregular. Eu estava prestes a ter um ataque cardíaco.


Sim, eu o queria também. Muito. Mas e se ele fosse mesmo o homem certo? Como eu viveria sem ele depois? Seria tão difícil! Não era melhor me privar logo disso e imaginar como seria do que lembrar com saudade de como foi pelo resto da vida? E se depois ninguém chegasse ao pés dele e eu não me contentasse com mais nada? Era um risco que eu estava disposta a correr?


Eu sempre fiz o que quis. Sempre tive os homens que eu desejei. Nunca me importei com as conseqüências até por que não me importava com eles. Mas agora era algo tão intenso que me assustada. Eu não estava preparada para isso. Não mesmo. Devia ter um manual nos orientando para quando isso acontece.


- Não! Eu vou embora. Eu te odeio mesmo. – dessa vez a raiva estava estampada em meus traços. E ele deve ter se assustado, pois acabou me soltando.


- Pelo menos me dá teu telefone?


- Não.


- Hum... – ele ficou sério.


E virei minhas costas para ir embora, mas algo me fez voltar.


- Se quiser pede para o George Wickham, o teu amigo. Ele tem. – e eu ri. Um riso estranho, pois eu estava nervosa.


Rapidamente, me despedi dos meus amigos. Tantos os novos como os antigos. Delicadamente descartei o George e peguei um táxi. Depois de conhecer o homem certo, os homens errados não tinham mais a menor graça.


Continua....