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O Fruto da Honestidade - Capítulo 31

Ligado . Publicado em O Fruto da Honestidade

Darcy não fora trabalhar àquela tarde. Georgiana lhe dissera que pelo menos a maioria dos compromissos do dia já estavam cumpridos e que ele não precisava comparecer à empresa.

 

Assim, ele aproveitou esse horário livre para planejar e organizar sua viagem com Elizabeth. William mal podia esperar o sábado.

 

Ele passara a tarde inteira fazendo ligações para deixá-la perfeita. E assim, a tarde voou. Quando percebeu, já eram oito horas da noite e o telefone tocava.

 

- Alô? – atendeu, indiferente, e com a voz um tanto fatigada.

 

- Olá, como foi sua tarde? – Lizzie perguntou, de modo carinhoso.

 

Ele reconheceu a voz dela e logo respondeu:

 

- Foi ótima, apesar de um tanto solitária.

 

- Não parece ter sido tão boa assim. Sua voz parece exausta.

 

- É que não dormi. Passei a tarde organizando uma certa viagem...

 

- Ah... sei. Mas você precisava descansar. Já passou a noite inteira acordado! Acho que não estou te fazendo tão bem, estou te deixando cansado.

 

- Não, você só está dando um novo fôlego para minha vida. Uma energia maravilhosa, e eu estou adorando.

 

Elizabeth corou e deu graças a Deus por estar conversando com ele apenas ao telefone, senão ele teria visto as faces vermelhas e o sorriso bobo que tomaram conta dela.

 

Percebendo o silêncio repentino dela, ele exclamou:

 

- Hum... não acredito que consegui deixá-la sem palavras!

 

- Você não me deixou sem palavras, é que... é que... está bem,William. Você conseguiu sim, mas não é para ficar convencido!

 

- Tudo bem, eu prometo que não ficarei convencido! Mas que eu adorei te deixar sem fala, isso eu adorei!

 

Ele pode ouvir, após suas palavras, a risada nítidamente sonora de Lizzie. Isso deixou-o animado e fê-lo continuar a falar:

 

- Então o que acha de nos encontramos? Assim posso revitalizar minhas energias...

 

- O senhor está se saindo um tremendo conquistador, sr. Darcy...! – ela fingiu repreendê-lo.

 

Essa foi a vez de ele rir, passando uma de suas mãos pelo cabelo, despenteando-o ainda mais.

 

- Tudo bem, eu aceito encontrá-lo. Quem sabe não podemos dar um jeito nesse seu “eu” sedutor, não é? – agora, o tom dela soava autoritário, mas ainda brincalhão. – Onde pretende ir?

 

- Não sei. Que tal um jantar e depois irmos ao cinema?

 

- Ótima escolha.

 

Assim, os dois acertaram os últimos detalhes do seu encontro e esperaram ansiosamente para a hora em que se veriam novamente.

 

*****************************

 

Darcy já se levantava para ir em direção ao quarto quando o telefone tocou novamente:

 

- Alô? – desta vez, William atendeu ao telefone com a voz mais animada, achou que era Elizabeth que ligava, por ter esquecido de falar-lhe algo.

 

- William?! Sou eu, Charles! – seu tom transparecia profunda felicidade.

 

- Oi, Charles! Por que está tão animado? Da última vez que falei com você...

 

- Eu pedi Jane em casamento! – interrompeu o amigo e disse em um só fôlego.

 

- Como?! – Darcy riu gostosamente. – Eu sabia que um dia isso iria acontecer!

 

- Apesar de que foi difícil convencê-la. Eu não falava com ela desde minha ida a Edimburgo, ambos estávamos machucados. Mas, enfim, tudo foi resolvido. A Jane será minha pelo resto da vida, e eu serei dela. – ele atropelava as palavras, a adrenalina parecia ainda não ter deixado seu corpo.

 

- Nossa! Parabéns! Nunca achei que fosse tão romântico! – rindo.

 

- A Jane me disse que você foi buscar Lydia em Essex somente por causa de Elizabeth. Pelo visto, eu não sou o único romântico por aqui...

 

- Agora eu sei o que você sente quando está com a Jane. Elizabeth é maravilhosa. Ela é divertida, inteligente, companheira, linda...

 

- Tenho a mais plena certeza que o cupido** te fisgou!

 

Darcy sorriu e respondeu:

 

- Pois é, meu amigo... seremos cunhados!

 

- Bem que a Caroline dizia que um dia você e eu seríamos cunhados! O desejo dela foi realizado!

 

- Mas não tanto do jeito que ela gostaria!

 

Os amigos gargalharam e ainda conversaram por um tempo. Porém, seus encontros com suas respectivas namoradas fê-los encerrar a ligação mais cedo do que gostariam.

 

********************************

 

Georgiana saía atrasada de seu apartamento. Ela pegaria seu carro na garagem do prédio em que morava e seguiria para o lugar onde a banda do seu namorado tocaria àquela noite.

 

Eles combinaram que se encontrariam na casa de shows onde seria a apresentação da banda de Edward, já que este era obrigado a chegar mais cedo no local, onde aconteceria um festival de bandas amadoras.

 

Depois de quase meia hora no trânsito, Georgiana enfim conseguiu chegar ao festival. Dirigiu-se imediatamente aos bastidores, onde ele dissera que a esperaria.

 

Ultrapassou uma fila gigantesca de pessoas que estava bloqueando a passagem para os camarins, enfrentou a segurança do lugar e depois transpôs os degraus de uma escada de ferro.

 

Após essa longa jornada, ela chegou a um corredor cheio de portas, onde provavelmente estavam instaladas as bandas que tocariam àquela noite.

 

Em uma dessas portas ela viu o nome do grupo dele: Mountain’s Fire. Bateu à porta e, ao receber a confirmação de que poderia entrar, o fez.

 

Viu Edward em um canto, tentando afinar seu violão. Ele, ao vê-la, sorriu imediatamente e convidou-a para se postar ao seu lado. Depositou um rápido, mas amoroso beijo nos lábios de sua namorada e explicou-lhe alguns detalhes sobre o show.

 

Aproximada a hora da apresentação deles, Edward deixou-a atrás do palco, dali ela veria o show de um ângulo privilegiado.

 

A Mountain’s Fire tocou cinco músicas, indo do rock ao blues. Georgiana asssistia encantada à performance do namorado e seus amigos. Já havia os visto cantar inúmeras e incontáveis vezes, mas até para ela era eletrizante ver e ouvir tantas pessoas admirarem a banda, acompanharem algumas das músicas cantadas e pedirem por mais.

 

Podia ver que Edward sentia o mesmo que ela, ou quem sabe até mais. Este suava mais que de costume e sorria a cada instante.

 

A primeira coisa que ele fez ao sair do palco foi abraçá-la forte e beijá-la. Falou, extasiado, sobre sua satisfação pelo sucesso do show. Ela retribuiu seus gestos carinhosos e também exprimiu sua admiração acerca do fato.

 

A Srta. Darcy parabenizou também efusivamente a todos os outros componentes da banda e depois foi assistir às apresentações das outras bandas com seu namorado, da platéia, já que Edward afirmava que estava com energia demais e precisava gastá-la; o que não aconteceria nos bastidores ou em um jantar tranquilo.

 

Ela acompanhou-o até a multidão com prazer. Afinal, ambos compartilhavam de muitas preferências, e uma delas, impreterivelmente, era a música.

 

O casal de namorados assistia ao espetáculo juntos, entre um carinho e outro e uma e outra palavra amorosa. Conversavam sobre o talento da cantora que tocava àquele momento, quando esta fez ecoar uma música por todo o salão, fazendo com que Edward e Georgiana se compenetrassem apenas um no outro, se encarando, calados.

 

 

Feels Like Home

“Como se eu estivesse em casa”

(Chantal Kreviazuk)

 

 

Something in your eyes

Algo em seus olhos

 

Makes me want to lose myself

Que faz com que eu queira me perder

 

Makes me want to lose myself

Que faz com que eu queira me perder

 

In your arms

Nos seus braços

 

 

Ele sentiu que a letra da canção combinava exatamente com a proposta que intencionava fazer àquele dia. Era chegada a hora.

 

Edward aproximou-se de sua namorada, acariciou-lhe os cabelos loiros, em silêncio, enquanto ela o observava sem entender absolutamente nada.

 

- Georgie, eu estava pensando nesses dias...

 

Ela continuava olhando-o confusa. Quando ele fazia rodeios para falar algo, era porque esse algo era bastante importante.

 

- Esses anos que passamos separados me fizeram refletir sobre algo... – continuou ele.

 

Sua namorada encarava-o impaciente, com uma expressão que dizia: “Edward, diga logo o que é. Assim, você me leva à loucura!”

 

 

There's something in your voice

Há algo na sua voz

 

Makes my heart beat fast

Que faz meu coração bater mais forte

 

Hope this feeling lasts

Tomara que este sentimento dure

 

The rest of my life

Pelo resto da minha vida

 

If you knew how lonely my life has been

Se você soubesse quão solitária minha vida tem sido

 

And how long I've felt so alone

E quanto tempo eu tenho me sentido sozinha

 

If you knew how I wanted someone to come along

Se você soubesse como eu queria que alguém aparecesse e me fizesse companhia

 

And change my life the way you've done

E mudasse a minha vida da maneira que você fez

 

 

- Tudo bem, eu vou falar logo. – exclamou ele, entendendo a mensagem e gesticulando.

 

Respirou fundo e pegou em ambas as mãs dela para concluir:

 

- O que acha de morarmos juntos?

 

A Srta. Darcy ficou estática, o que quase tirou a paciência que restava no seu namorado.

 

Passados alguns segundos, ela sorriu, dizendo:

 

- Eu achei que fosse algo grave!

 

- Mas isso é grave! Essa é uma decisão que deve ser ponderada antes de se dar uma resposta.

 

- Mas com você eu não preciso ponderar absolutamente nada! – alargou mais o sorriso, venceu a mínima distância que ainda reinava entre eles com um abraço e deixou-se viajar até as profundezas dos lábios dele.

 

 

Feels like home to me

Parece que eu estou em casa

 

Feels like home to me

Parece que eu estou em casa

 

Feels like I'm all the way back where I come from

Parece que eu estou no caminho de volta de onde eu venho

 

Feels like home to me

Parece que eu estou em casa

 

Feels like home to me

Parece que eu estou em casa

 

Feels like I'm all the way back where I belong

Parece que eu estou no caminho de volta de onde eu pertenço

 

 

- Você não imagina o quanto eu te amo, sabia?! Quero ficar com você para sempre! – balbuciou ele, enquanto depositava outro beijo nela. A atração que sentiam um pelo outro não ficava aquém do seu amor.

 

- Te amo mais que o imaginável. Para sempre. Meu amor por você só aumenta a cada dia. – continuaram abraçados, mesmo com toda a movimentação das pessoas ao seu lado.

 

 

A window breaks down a long dark street

Uma janela se quebra em uma longa e escura rua

 

And a siren wails in the night

E uma sirene toca na noite

 

But I'm alright 'cause I have you here with me

Mas eu estou bem, pois eu tenho você aqui comigo

 

And I can almost see through the dark there is light

E eu posso quase ver que através da escuridão há uma luz

 

 

- Se você quiser, podemos oficializar a união.

 

- Não me preocupo com isso. Se algum dia acharmos necessário, o faremos. Mas o que faz um casamento prosperar não é um papel ou a festa, mas sim a união do casal. – ela filosofou, exultante. Sentia-se levitando, juntamente com ele.

 

 

If you knew how much this moment means to me

Se você soubesse quanto esse momento significa pra mim

 

And how long I've waited for your touch

E quanto tempo eu tenho esperado pelo seu toque

 

If you knew how happy you are making me

Se você soubesse quão feliz está me fazendo

 

I've never thought I'd love anyone so much

Eu nunca havia pensado que eu amaria tanto alguém

 

 

Assim, os dois passaram o resto da noite no mais perfeito clima de romance, e, ao fim desta, discutiram animadamente por todo o caminho de volta para casa qual seria a residência dos dois.

 

 

Feels like home to me

Parece que eu estou em casa

 

Feels like I'm all the way back where I come from

Parece que eu estou no caminho de volta de onde eu venho

 

Feels like home to me

Parece que eu estou em casa

 

Feels like home to me

Parece que eu estou em casa

 

Feels like I'm all the way back where I belong

Parece que eu estou no caminho de volta de onde eu pertenço

 

 

http://www.youtube.com/watch?v=A3tOZ1oHTmk&feature=related

 

http://www.youtube.com/watch?v=hjky7v7JIow&feature=related

 

 

*******************************

 

A sexta feira ascendia na capital inglesa com uma áurea alegre, e foi exatamente assim que Elizabeth acordou.

 

Dormira serena por toda a noite, enquanto sonhara com seu príncipe encantado.

 

A noite anterior transcorreu mergulhada em puro romantismo. Inicialmente, Lizzie e Darcy jantaram em um restaurante bastante aconchegante.

 

Com decoração “retrô”, suas cadeiras eram de madeira, assim como as mesas. As paredes exibiam seus tijolos antigos e bem posicionados um junto ao outro. E a iluminação se fazia apenas por lustres aparentemente antigos.

 

Porém, apesar de todo o empenho em fazer seus clientes se sentirem em séculos passados, o restaurante servia comidas populares da contempoaneidade. Assim, o casal escolheu, por fim, saborear uma pizza***, preparada em um forno a lenha.

 

O prato escolhido, mesmo tendo sido criado e usado por milênios atrás, só conquistou sua popularidade e plena aceitação há poucas décadas.

 

Lizzie e Darcy jantaram tranquilamente, entre sorrisos, diálogos animados e amorosos. Tudo transbordante de carinho.

 

Terminada sua refeição, se dirigiram ao cinema, onde assistiram a um filme que não faziam a mínima idéia do que se tratava e que nunca haviam ouvido falar. Entretanto, o principal motivo por estarem no cinema não era o filme, mas sim o prazer de estarem juntos. Se o filme fosse bom, a alegria estaria completa.

 

Infelizmente, o filme era uma imitação bizarra de “Guerra nas estrelas”, que parecia dispor de todos os efeitos especiais necessários, mas não achava preciso usá-los.

 

Contudo, mesmo com a infelicidade de ter escolhido um péssimo filme, ambos se alentaram, justificando que se o filme fosse agradável, sua consciência se inquietaria por não perdê-lo e eles acabariam não aproveitando tanto a companhia do outro como aconteceu nessa sessão.

 

Ainda em sua cama, Elizabeth ria-se sozinha, lembrando de cada palavra dita ou gesto feito. Divertia-se também das expressões de William ao tentar comer a pizza de chocolate que ela tanto gostava sem reclamar, ou das interjeições de assombro dele ao ver as cenas tão mal arquitetadas daquele filme que ela já nem se lembrava mais do nome.

 

Ainda sorrindo com seu agora habitual sorriso sonhador e apaixonado, Lizzie levantou-se, a fim de se arrumar para mais um dia de trabalho.

 

*******************************

 

Atrasada há quinze minutos, Georgiana entrava no prédio da Darcy Imobiliária, se martirizando por chegar àquela hora. Justamente no dia em que seu irmão lhe pedira para chegar mais cedo para discutirem sobre algumas decisões que ele não queria tomar sem antes informá-la. Apesar de confiar cegamente nas ações de William, este sempre fazia questão de informá-la de tudo, tanto o que se referisse à empresa ou à sua própria vida.

 

A srta. Darcy relevava um tanto sua irritação quanto ao seu atraso quando se lembrava quem era o causador daquilo tudo. Edward e ela discutiram incansavelmente na noite anterior sobre qual seria sua residência, e, vencida pelo cansaço, Georgiana concordou em dormir àquela noite na casa dele, mas que no dia seguinte combinariam definitivamente as coisas.

 

Como se já não bastasse a hora avançada em que fora dormir, ela não conseguiu se livrar dos braços fortes de Edward, que lhe prendiam a ele e lhe faziam sucessivas cócegas, insistindo que ela não sairia da cama tão cedo.

 

Por fim, depois de muitas reclamações da parte dela, ele deixou-a ir, mas não semantes cobrar uma generosa recompensa, que ela prometeu dar-lhe.

 

 

Banana Pancakes

Panquecas de banana”

 

(Jack Johnson)

 

 

Can't you see that it's just rainin'?

Você não consegue ver que está chovendo?

 

There ain't no need to go outside

Não há necessidade de ir lá fora

 

 

But baby, you hardly even notice

Mas baby, Você quase nunca nota

 

When I try to show you this song

Quando eu tento te mostrar essa canção

 

It's meant to keep you

Foi feita para evitar

 

From doin' what you're supposed to

Que você faça o que você deve fazer

 

Like wakin' up too early

Como acordar muito cedo

 

Maybe we could sleep in

Talvez a gente pudesse dormir mais

 

I'll make you banana pancakes

Eu farei panquecas de banana para você

 

 

Pretend like it's the weekend now

Faça de conta que é fim de semana agora

 

 

And we could pretend it all the time

Nós poderíamos fingir isso o tempo todo

 

Can't you see that it's just rainin'

Você não percebe que está chovendo?

 

There ain't no need to go outside

Não há necessidade de ir lá fora

 

 

But just maybe, hala ka ukulele

Mas talvez, "Halaka ukulele",
 

Mama made a baby

Mamãe fez um bebê

 

I really don't mind the practice

Realmente não me importo de praticar

 

Because you're my little lady

Porque você é minha pequena senhorita

 

Lady, lady love me

Senhorita, senhorita, me ame

 

 

Because I love to lay here lazy

Porque eu amo deitar aqui com preguiça

 

We could close the curtains

Nós poderíamos fechar as cortinas

 

Pretend like there's no world outside

Fingir que não há nenhum mundo lá fora

 

And we could pretend that all the time

Nós poderíamos fingir isso o tempo todo

 

Can't you see that it's just raining

Você não percebe que está chovendo?

 

There ain't no need to go outside

Não há necessidade de irmos lá fora

 

 

Ain't no need, ain't no need

Não há necessidade, não há necessidade

 

Can't you see, can't you see

Você não percebe, você não percebe?

 

Rain all day and I don't mind

Chove o dia inteiro, mas eu não ligo

 

 

The telephone singing, ringing, it's too early

Mas o telefone está cantando e tocando
 

Don't pick it up

É muito cedo, não atenda

 

We don't need to

Nós não precisamos

 

We got everything we need right here

Nós temos tudo que precisamos aqui

 

And everything we need is enough

E tudo que precisamos é suficiente

 

It's just so easy

É tão fácil

 

When the whole world fits inside of your arms

Quando o mundo inteiro cabe em seus braços

 

 

Do we really need to pay attention to the alarm?

A gente realmente precisa prestar atenção no alarme?

 

Wake up slow, wake up slow

Acorde devagarinho...

 

 

But baby, you hardly even notice

Mas baby, você dificilmente nota

 

When I try to show you this song

Quando eu tento te mostrar essa canção

 

It's meant to keep you

Foi feita para evitar

 

From doin' what you're supposed to

Que você faça o que você deve fazer

 

Like wakin' up too early

Como acordar muito cedo

 

Maybe we could sleep in

Talvez a gente pudesse dormir mais

 

I'll make you banana pancakes

Eu farei panquecas de banana para você

 

 

Pretend like it's the weekend now

Faça de conta que é fim de semana agora

 

 

And we could pretend it all the time

Nós poderíamos fingir isso o tempo todo

 

Can't you see that it's just rainin'

Você não percebe que está chovendo?

 

There ain't no need to go outside

Não há necessidade de ir lá fora

 

 

Ain't no need, ain't no need

Não há necessidade, não há necessidade

 

Rain all day and I really, really, really don't mind

Chove o dia todo e eu realmente, realmente, realmente, não ligo

 

Can't you see, can't you see

Você não vê, você não vê

 

We've got to wake up slow

Nós temos que acordar devagarinho...

 

 

http://www.youtube.com/watch?v=L_BoZ_Qdyl0&feature=related

 

 

Mas, apesar dessa brincadeira um tanto incoveniente, ela sentia que a relação dos dois seria feliz e tinha um futuro promissor. O amor que os unia era profundo e sincero, e assim ela esperava que ele se conservasse pelo resto de suas vidas.

 

Chegando ao andar onde se localizava a sala de Darcy e a sua própria, bateu à porta e entrou na primeira.

 

Seu irmão olhou-a repreensivo, como se dissesse: “Eu não falei para chegar cedo?”

 

- William, querido. Desculpe-me o atraso. Mas eu tenho uma novidade para você! – ela começou a falar. Primeiro, embaraçada, e depois, sorridente.

 

- Está desculpada. Agradeça a esse seu sorriso radiante que eu adoro ver. E então? Qual a novidade? – ele sorriu também, já se esquecendo da impotualidade da irmã.

 

- Edward e eu vamos morar juntos. Ou melhor, já estamos morando juntos, se ontem já for incluído.

 

Darcy parou o que estava fazendo e apenas olhava para sua irmã, abismado.

 

- Você não é muito nova para um passo tão grande desses? – perguntou ele, enquanto tentava se recuperar do choque.

 

- Não se lembra que a mamãe dizia que o amor não se importa com a idade?

 

Sim, ele nunca poderia esquecer-se das frases célebres que sua mãe falava.

 

- Mas para o compromisso tem idade! – replicou William, que ainda se mostrava consternado com a notícia. Na verdade, esse seu sentimento de aflição não passava de puro ciúme de sua irmã mais nova, a quem ele tratava como uma filha.

 

- William, eu entendo plenamente que você está apenas querendo me proteger de uma futura desilusão. Mas eu amo o Edward e sei que ele também sente o mesmo por mim. Não seria racional reprimir isso.

 

- Tudo bem, tudo bem. Mas por que vocês não irão oficializar a união?

 

Georgiana sabia que ouviria essa pergunta por inúmeras bocas diferentes, e tentaria respondê-la sempre com paciência.

 

- Porque concluimos que o papel ou a festa não é o mais importante. – murmurou ela, paciente.

 

- Então, só me resta lhe dar os parabéns e desejar que sejas muito feliz, Georgie. Porque você é preciosa, merece tudo de melhor. – ele concluiu, por fim, levantando-se para abraçar a irmã.

 

Ela agradeceu seus votos e eles começaram seu trabalho, dando os últimos ajustes na pauta para a reunião que aconteceria logo mais.

 

Os dois irmãos já quase terminavam seus afazeres quando, depois de certificar-se de que poderia entrar, Elizabeth juntou-se a eles no escritório, logo dizendo:

 

- Bom dia, meu... – ela não terminou a frase, foi interrompida pela imagem de Georgiana, que acabava de se formar à sua frente. – Olá, Georgiana! Bom dia!

 

- Bom dia, Lizzie. Como vai? – falou a srta. Darcy.

 

- Muito bem. – a outra sorriu, enquanto andava até junto de Darcy, para lhe cumprimentar em especial.

 

Ele andou até ela também, e eles trocaram um beijo rápido, que não passou de um tocar de lábios.

 

Georgiana, que observava os dois, exclamou:

 

- Apesar de ninguém ter me dito oficialmente que vocês dois estavam juntos, vocês formam um lindo casal.

 

Os enamorados coraram com a declaração, mas sorriram em contentamento.

 

- Obrigada. Posso dizer o mesmo de você e do Edward. – replicou Lizzie, que permanecia abraçada a Darcy.

 

Os três continuaram conversando por uns instantes, e Georgiana discorreu para sua cunhada a nova fase de seu relacionamento com Edward. Porém, todos os votos de felicidade e demonstrações de alegria foram interrompidos por Hannah, que anunciava que a sala de reuniões já estava devidamente pronta e que alguns dos funcionários já os esperavam.

 

Assim, saíram os três em direção à sala de reuniões, onde praticamente todos os envolvidos já os aguardavam. A única que ainda se fazia ausente era Caroline, que entrou cinco minutos depois, alegando que esquecera materiais importantíssimos em seu carro e tivera que ir buscá-los.

 

Elizabeth desconfiou que esses materiais importantíssimos se tratassem de seus estojos de maquiagem, mas não comentou nada acerca disso.

 

Darcy iniciou, enfim, a reunião.

 

Debateu as metas que teriam que atingir no mês que se iniciava, dos projetos pendentes da empresa e também dos planos futuros. Ele discutiu cada pormenor dos assuntos postos em pauta, inclusive os mais irrelevantes.

 

Uma hora e meia depois de a assembléia ter começado, o sr. Darcy deu-se por satisfeito e decidiu encerrá-la, já que tudo o que deveriam analisar e decidir já havia sido comentado.

 

Os participantes da reunião já juntavam seus pertences para sair da sala quando, particularmente, William disse à Caroline que gostaria de falar-lhe. Esta, motivada por um desejo deveras infundado e imaginário, achou que ele lhe elogiaria ou se redimiria pelo que dissera a ela em Derbyshire.

 

Assim, exclamou em voz alta:

 

- Senhores, permaneçam na sala, por favor. O sr. Darcy tem algo a dizer. – exibindo um sorriso incontrolável.

 

William olhou para ela, surpreso, e replicou:

 

- O que eu tinha a falar se referia apenas a você. – ele falava baixo, de modo que apenas ela o ouvisse.

 

- Não, querido. Pode dizer a todos. Não há problemas! – continuava a exibir seu esboço forçado de sorriso.

 

Georgiana parecia alarmada com a atitude de Caroline, enquanto Elizabeth assistia a tudo confusa, sem entender coisa alguma. Mas a última não conseguia deixar de se sentir divertida pela expressão embaraçada de Darcy.

 

- Tudo bem, então. – o presidente da empresa recomeçou a falar, aspirando o ar que o rodeava. – Depois não diga que eu não lhe avisei, Caroline.

 

Esta ainda mantinha o sorriso triunfante e cheio de orgulho, que parecia estar apressando-o a falar. Ele, então seguiu seu conselho:

 

- Caroline, há muito tenho estudado seu trabalho aqui na empresa e cheguei à conclusão de que...

 

- Ah, muito obrigada. Eu aceito! – interrompeu-o ela, acreditando que ele proporia-lhe uma promoção ou coisa ainda mais fantástica.

 

- Mas eu ainda não acabei de falar.

 

- Não importa, William. O que você decidir estará ótimo para mim.

 

- Então é muito bom saber que você não se oporá à sua demissão, que eu demorei tempo demais para efetuar e só agora pude fazê-lo.

 

A srta. Bingley arregalou seus olhos cheios de rímel e inúmeros outros artefatos cosméticos, assustada. Ela podia sentir os outros presentes da sala olhando-a com desprezo ou até mesmo com escárnio (era assim que ela via, não se dando conta de que, na verdade, a maioria dos olhares eram de compaixão e solicitude com ela própria; o que, diga-se de passagem, ela não merecia).

 

- Como assim, demissão?! Qual o motivo para isso? – Caroline exclamou, retornando a si.

 

- Sim, demissão. A senhorita não tem feito bem o seu trabalho ultimamente e eu também soube que você, Caroline, espalhou boatos sobre minha vida pessoal e a última coisa que é necessária em uma empresa é um tumulto criado por uma fofoca.

 

- Darcy, querido. Você não pode fazer isso! – ela continuava tentando resgatar sua reputação, mas esta parecia estar despedaçada totalmente.

 

- Eu já o fiz e não voltarei atrás. Apenas lhe desejo sorte e sucesso em seu novo emprego. – ele concluiu, pegando suas coisas e saindo da sala, sendo seguido aos poucos pelos outros.

 

Em uma situação normal, William sentiria compaixão por Caroline, por tê-la demitido. Mas ela já abusara completamente de sua boa vontade. Há muito tempo não o largava por um instante sequer e por duas vezes quase arruinara seu romance com Elizabeth.

 

A srta. Bingley continuou por alguns instantes mais na sala, as lágrimas invadiam seu rosto. Mas engana-se quem pensa que eram lágrimas de dor ou arrependimento, estas emanavam orgulho ferido e desejo de vingança.

 

Deixou a sala depois, quando já havia conseguido enxugar as lágrimas e fingir que nada havia acontecido. Andou até sua agora antiga sala, recolheu seus pertences e saiu da empresa, com um ar mais esnobe do que nunca.

 

**********************************

 

Para a felicidade de Lizzie e Darcy, o sábado logo chegou, apesar do céu escuro invadido por nuvens carregadas que ameaçavam lançar uma forte chuva por Londres ter atrapalhado um tanto seus planos.

 

Como combinado, ele foi buscá-la em casa às nove horas da manhã. Elizabeth já estava pronta e o aguardava na portaria já há quinze minutos. Não que William tivesse se atrasado, ele era sempre muito pontual; porém, a ansiedade de Lizzie por vê-lo e saber aonde iriam apressou-a a se arrumar, além de não tê-la deixado dormir por grande parte da noite.

 

Sem ser necessário comentar as exclamações de alegria e pura satisfação da sra. Bennet, que agora tinha uma filha noiva e a outra, com certeza, logo ficaria também. E com ótimos partidos! Tudo isso era demais para os pobres nervos da mulher.

 

Quando Elizabeth viu-o sair do carro com um suéter de linho bege, uma jaqueta de couro marrom combinando com a calça jeans de um azul desbotado e um sorriso arrasadoramente radiante, toda sua ansiedade se dissipou e ela só pensava em como gostava de tê-lo consigo.

 

Ele, por conseguinte, também não dormira muito à noite e contava os segundos por seu encontro. Até o momento em que a viu na porta do prédio, encantadoramente vestida com uma simples calça jeans combinada com uma regata branca e um bolero roxo, não acreditava que ela havia aceitado viajar com ele tão prontamente.

 

Os dois se dirigiram um para o outro. Ela, com uma mala relativamente grande, já que não sabia para onde iriam e que, por isso, teve que incluir todos os tipos de roupa em sua bagagem; ele, com as mãs vazias, mas logo tomou para si a mala de Elizabeth.

 

Eles se cumprimentaram com um beijo rápido e seguiram de mãos dadas para o carro dele, que estava estacionado em frente ao prédio. Colocada a bagagem no porta-malas do veículo, William abriu a porta do carro para ela e ambos entraram no móvel.

 

Ele, já instalado em seu lugar, olhou para ela com uma expressão enigmática, que ela não soube decifrar.

 

- O que houve? – perguntou Lizzie, curiosa. Ele ainda não havia ligado o carro e olhava-a daquele jeito.

 

- Acho que nós não nos cumprimentamos do jeito certo...

 

- Como as... – ele não deixou-a concluir sua inquirição e tomou-a nos braços. Beijou-a com ardor e puro desejo. Seus lábios moviam-se juntos, pareciam fazer parte um do outro.

 

Ela apartou-se dele um pouco, abriu os olhos e respirou fundo para recuperar o fôlego e teve que raciocinar em dobro para descobrir onde estava.

 

- Agora entendi o que significava aquele olhar... – Elizabeth sorriu, maliciosa, tocando os labios dele com os seus novamente.

 

Deliciando-se um com o outro, eles não sentiram a hora passar, e, quando notaram, há meia hora estavam no carro trocando carícias.

 

Um tanto envergonhada, Lizzie se afastou dele e, se recompondo, falou, tentando disfarçar seu embaraço:

 

- E então, para onde nós vamos? Você ainda não me contou!

 

Ele sorriu com um canto da boca e falou:

 

- E nem vou contar... você verá com o passar do tempo...

 

Com isso, ele fez mistério por todo o caminho, que não estava tão transitável por ser um final de semana e ainda estar chovendo. Elizabeth tentou, com todos os estratagemas possíveis, extrair dele a informação sobre o local para onde iriam, porém ele estava irredutível.

 

Assim, ela decidiu que não persistiria mais e que tentaria descobrir seu destino por si própria, através das placas de localização ou qualquer outro meio acessível.

 

William e Elizabeth conversaram por toda a viagem, entre um carinho singelo e outro. Tudo parecia perfeito, e eles se esforçariam para que continuasse assim.

 

 

No one

“Ninguém”

 

(Alicia Keys)

 

 

I just want you close
Eu só quero você por perto
 
Where you can stay forever
Onde você possa ficar para sempre
 
 
You can be sure
Você pode ter certeza
 
That it will only get better
De que só vai melhorar
 
You and me together
Você e eu juntos
 
Through the days and nights
Dias e noites
 
I don't worry 'cause
Eu não me preocupo porque
 
Everything's gonna be alright
Tudo vai dar certo
 
 
People keep talking
As pessoas ficam falando
 
They can say what they like
Elas podem dizer o que querem
 
But all I know is
Mas tudo o que sei é que
 
Everything's gonna be alright
Tudo vai dar certo
 
 
No one, no one, no one
Ninguém, ninguém, ninguém
 
Can get in the way of what I'm feeling
Pode mudar o que eu sinto
 
No one, no one, no one
Ninguém, ninguém, ninguém
 
Can get in the way of what I feel for you
Pode mudar o que eu sinto por você
 
 
You, you
Você, você
 
 
Can get in the way of what I feel for you
Pode mudar o que eu sinto por você
 
 
When the rain is pouring down
Quando a chuva está caindo
 
And my heart is hurting
E meu coração está sofrendo
 
You will always be around
Você sempre vai estar por aqui
 
Yes, I know, for certain
Sim, eu sei, com certeza
 
 
You and me together
Você e eu juntos
 
Through the days and nights
Dias e noites
 
I don't worry 'cause
Eu não me preocupo porque
 
Everything's gonna be alright
Tudo vai dar certo
 
 
People keep talking
As pessoas ficam falando
 
They can say what they like
Elas podem dizer o que querem
 
But all I know is
Mas tudo o que sei é que
 
Everything's gonna be alright
Tudo vai dar certo
 
 
No one, no one, no one
Ninguém, ninguém, ninguém
 
Can get in the way of what I'm feeling
Pode mudar o que eu sinto
 
No one, no one, no one
Ninguém, ninguém, ninguém
 
Can get in the way of what I feel for you
Pode mudar o que eu sinto por você
 
 
You, you
Você, você
 
 
Can get in the way of what I feel
Pode mudar o que eu sinto por você
 
I know, some people search the world
Eu sei que algumas pessoas procuram pelo mundo
 
To find something like what we have
Para encontrar algo parecido com o que nós temos
 
I know, people will try, try to divide
Eu sei, as pessoas tentarão, tentarão separar
 
Something so real
Algo tão real
 
So 'till the end of time
Então até o fim dos tempos
 
I'm telling you that
Eu te digo que
 
 
No one, no one
Ninguém, ninguém, ninguém
 
Can get in the way of what I'm feeling
Pode mudar o que eu sinto
 
No one, no one, no one
Ninguém, ninguém, ninguém
 
Can get in the way of what I feel for you
Pode mudar o que eu sinto por você
 

 

 

http://www.youtube.com/watch?v=ktUSIJEiOug

 

 

Depois de quase três horas de viagem, as quais o casal passou muito bem e mal notou-as passar, Elizabeth viu, ao longe, uma placa de boas-vindas. Ela reconhecera a estrada em que seguiam, porém era muito improvável que William estivesse levando-a para o Derbyshire. Qual seria seu propósito ao fazer isso?

 

Apesar de achar remota a possibilidade, suas suspeitas foram confirmadas pela placa, que dava as boas vindas aos visitantes de Derbyshire.

 

Ela olhou-o de soslaio, e ele parecia não ter se dado conta de que sua surpresa estava prestes a ser desmascarada.

 

- Por que vamos ao Derbyshire?

 

- Espere e verá.

 

Ela ajeitou-se em seu assento e calou-se, fazendo conjecturas mentais.

 

Mais à frente, quando entraram na cidade que foram à ultima vez, Darcy parou o carro em um dos restaurantes dali, depois de ter perguntado-lhe se estava com fome, ao que ela respondeu afirmativamente.

 

O almoço dos dois foi animado. Comeram em meio a gargalhadas, comentários carinhosos, e por vezes troca de carícias.

 

Ao fim da refeição, andaram pela pequena cidade, que exibia pitorescas casas que deveriam ser de séculos atrás, misturadas a lojas modernas e uma movimentação intensa de pessoas.

 

A tarde já estava em sua metade quando Darcy percebeu que as horas haviam passado tão rápido.

 

Disse à Elizabeth que eles precisavam ir, e que, quem sabe, no dia seguinte continuariam seu tão agradável passeio.

 

Ela não se opôs ao acordo, pelo contrário, gostou muito dele, já que há muito ansiava por saber qual era o lugar misterioso onde ela passaria o final de semana com William.

 

Eles entraram novamente no carro e, conforme iam se aproximando de seu destino, Lizzie ficava cada vez mais surpresa. Reconheceu sem esforço as alamedas verdes e as colinas que antecipavam Pemberley.

 

Olhou para Darcy tentando analisar a expressão que havia em seu rosto. Ele lhe sorriu e falou que sabia que ela tinha muitas perguntas a fazer e que ele as responderia assim que chegassem ao local planejado por ele.

 

Sua surpresa já não fora tão grande quando Elizabeth viu os portões de Pemberley serem abertos para eles. Porém, ela ainda se perguntava a razão de estarem ali.

 

Enfim, chegaram à frente da mansão, onde uma senhora de expressão bondosa que parecia ter sessenta anos ou mais os esperava.

 

- A senhora deve ser a sra. Reynolds. – disse William, quando já saíra do carro e ajudara Lizzie a fazer o mesmo. – Sou William Darcy.

 

- Muito prazer, sr. Darcy. Seja bem-vindo. – a mulher sorriu, receptiva. – Os outros criados os aguardam no hall para saudá-los.

 

- Ótimo. Mas antes deixe-me apresentar Elizabeth, minha namorada.

 

As duas se cumprimentaram de modo simpático e os recém-chegados entraram na casa já conhecida de ambos.

 

Apresentados todos os vinte e tantos funcionários, estes foram dispensados pela governanta, a sra. Reynolds.

 

Os viajantes foram deixados sozinhos na sala de estar. Enquanto William admirava os quadros expostos nas paredes, Lizzie observava um piano, disposto no canto da sala.

 

- Ainda não entendi o porquê de estarmos aqui... – falou ela, passando seus dedos levemente pelas teclas do antigo piano.

 

- Você descobrirá à noite, no nosso jantar. – replicou ele, quando também permanecia fazendo o mesmo de antes.

 

- Você está sendo muito malvado comigo, William... – ela reclamou em fingimento e se chegando a ele.

 

- Não tanto quanto imagina... – mordeu um canto do lábio, enquanto brincava com uma mecha do cabelo dela, enrolando este em seu dedo indicador.

 

Lizzie semicerrou os olhos e deixou um risinho escapar.

 

- Agora, madame, preciso fazer o nosso jantar. Afinal, já são quatro e meia da tarde. A sra. Reynolds mostrará seu quarto e você poderá descansar. Eu tomarei um banho, mas logo seguirei para a cozinha. – disse Darcy, que a olhava nos olhos, ainda com a mecha entre seus dedos.

 

- Você cozinha? – perguntou, atônita.

 

- Sim, por que tamanha surpresa?

 

- Nada, é que apenas não lhe imagino cozinhando.

 

- Certo... tudo bem. – fazendo-se de desconfiado. – Agora tenho que ir.

 

- Hum... ok. – ela respondeu, envolvendo o pescoço dele com seus braços e depositando-lhe um beijo apaixonado nos lábios.

 

Concluído o beijo, ambos se retiraram para seus respectivos quartos.

 

*********************************

 

Elizabeth adentrou o espaçoso cômodo que seria seu quarto e logo se encantou com o que via.

 

Apesar de já conhecer a casa inteira – resultado da última vez em que lá estiveram -, esta parecia estar mais bem-cuidada.

 

A passagem dos dois por ali parecia ter sido muito bem planejada. As cortinas e roupas de cama haviam sido trocadas e exalavam um envolvente aroma de rosas. A decoração fora aprimorada também.

 

Assim, maravilhada por estar naquele lugar onde se sentia tão bem, correu a tomar um banho rápido e ir à cozinha. Não estava interessada em descansar, o que queria mesmo era vê-lo cozinhar.

 

Meia hora depois de subir ao seu quarto, Lizzie descia as escadas de Pemberley e tentava lembrar-se em qual dos inúmeros corredores ficava a cozinha. Perguntou a um criado onde se localizava a dependência que procurava, e este logo lhe informou.

 

Chegando ao cômodo, viu William. Ele vestia uma camisa branca simples, e estava de costas para a entrada, onde Elizabeth estava.

 

Ela esgueirou-se até ele silenciosamente, para não chamar sua atenção. Chegando próxima de Darcy, pô-se nas pontas dos pés e falou em seu ouvido:

 

- Como vai meu cozinheiro favorito?

 

William, que cortava cogumelos e cebolas, quase feriu-se com a faca que tinha em mãos.

 

- Elizabeth! Achei que estivesse no quarto...! – respirava rápido e seu coração batia descompassado pelo susto que levara.

 

Lizzie sorriu com a reação dele, dizendo:

 

- Queria te ver cozinhar. – e deu-lhe um singelo beijo no rosto, com um ar infantil.

 

- Ótimo. Eu precisava mesmo de uma assistente...

 

- E é realmente o que irei fazer. Apenas assistirei você a cozinhar. Sou um horror na cozinha! – ela sorriu, revirando os olhos depois da última exclamação, para fazê-lo rir. Sua ação obteve o efeito esperado e ele também riu, envolvendo-a pela cintura e cobrindo a boca dela com a sua, apesar de suas mãos não tocarem nela. Estas estavam sujas por causa do manuseio das verduras.

 

Os dois conversaram e brincaram a tarde toda, enquanto Darcy a explicava cada detalhe dos pratos que preparava.

 

Às seis e meia da noite a refeição estava completamente pronta, e eles voltaram aos seus aposentos para se arrumarem para o jantar. Porém, antes de se despedir dele, Elizabeth perguntou:

 

- E então? O que devo vestir nessa noite especial em que o senhor me revelará todos os seus segredos? – gracejou.

 

- Quem lhe disse que vou contar TODOS os meus segredos? – um sorriso no canto dos seus lábios emoldurava o seu rosto, tornando-o ainda mais sensual.

 

Ela deixou escapar um risinho, apesar do contraste que ele fazia com a expressão de descrença que ela tentava passar.

 

- O que achar melhor. Para mim, você fica linda de qualquer jeito. – sua aura sensual não o abandonava, e isso deixava Elizabeth assustada. Não pelo que ele poderia fazer com ela, mas sim pelo contrário. Ela sentia-se perigosamente atraída por ele, e apesar de todos seus medos quanto à relação deles terem se esvaído, Lizzie ainda receava alguma coisa que ela ainda não sabia o quê. Talvez fosse o medo de se envolver, ela nunca tivera um relacionamento tão profundo com alguém antes.

 

- Obrigada. Então, vou me arrumar. Até logo. – ela falou, dando um beijo rápido no meio dos lábios dele, subindo as escadas e sumindo do lado esquerdo do corredor, onde ficava seu quarto.

 

Ele ficou apenas a observá-la, com um sorriso bobo flutuando em sua boca. Depois que o efeito sedativo do beijo dela passou, ele também se dirigiu ao seu próprio quarto.

 

***********************************

 

Elizabeth entrou em seu quarto como um verdadeiro furacão e sentou-se na cama, enquanto passava os dedos pelos seus lábios, tentando impedir que o maravilhoso gosto da boca dele não saísse da sua, apesar de que sabia que isso seria impossível.

 

Sentia-se como uma adolescente apaixonada e boba, que suspirava apenas que um leve roçar de lábios. Assim, tentando afastar a vontade que sentia de gritar incansavelmente para todos ouvirem que o amava mais do que tudo, voltou-se para sua bagagem, a qual ainda não tivera tempo de arrumar, para escolher qual a roupa que vestiria àquela noite.

 

***********************************

 

Há quase uma hora haviam se separado, e há quinze minutos que William esperava que Elizabeth se juntasse a ele para que assim pudessem jantar.

 

Já balançara as pernas, ajeitara a gola da camisa social preta que vestia, retirara, conferira e recolocara em seu bolso o anel que comprara para Elizabeth... enfim, a ansiedade estava lhe sufocando. O ar parecia não circular na sala de estar, que antes era tão ventilada e confortável.

 

Darcy estava quase indo ao quarto dela para verificar se havia acontecido alguma coisa.

 

Quando já se levantava do sofá onde estava sentado – este se localizava praticamente em frente às escadas -, notou que Lizzie ia em direção a estas naquele exato momento. Ele, então, ficou em pé, extasiado, apenas observando-a se aproximar dele lentamente, degrau por degrau.

 

Era impossível para William não achá-la ainda mais bela a cada vez que se viam. O que ele sentia por ela era algo surreal, que soprava de dentro de sua alma e que contagiava todo seu ser, com a maior força possível.

 

Elizabeth estava com um lindo vestido**** de tafetá prateado, que se modelava completamente a ela, valorizando cada curva do seu corpo bem-feito; além de uma leve maquiagem e os cabelos soltos. E Darcy sorriu no momento em que se finalmente chegou junto dele e depositou-lhe um gostoso beijo nos lábios, dizendo depois como ele parecia lindo com aquela camisa, que valorizava tanto seu porte másculo.

 

Eles se encaminharam de mãos dadas para a sala de jantar, que, ao longe, parecia estar com as luzes apagadas. Porém, ao se achegar mais, percebeu que, na verdade, o cômodo estava totalmente iluminado por velas, que por sua vez estavam espalhadas por todos os lugares: pelo chão, pela mesa de jantar, em um lustre que ficava acima do centro da mesa... Além de uma música, que tocava baixinho no cômodo.

 

Tudo estava preparado com o maior capricho que possível. Ela também sentiu um agradável e suave cheiro de incenso vindo dos quatro cantos da sala.

 

- Está tudo muito lindo, William. Obrigada. – ela sorriu e ofereceu-lhe mais um beijo, que foi recebido de bom grado por ele, que sentia-se feliz por tê-la surpreendido e feito-na feliz.

 

- Não há o que agradecer. Você sabe que eu adoro lhe agradar.

 

- A recíproca é profundamente verdadeira. Pode acreditar. – havia um sorriso nos lábios dela que parecia ter sido grudado em seu rosto desde o momento em que o vira pela primeira vez naquele dia pela manhã.

 

- Eu acredito. – essa vez foi a vez dele de se encantar com a atitude dela.

 

Sentaram-se em seus devidos lugares e o jantar começou a ser servido. A conversa fluiu animada durante o jantar, entre risos e comidas na boca.

 

Realmente os pratos que William preparara ficaram maravilhosos. Ele cozinhou um lombo ao molho madeira***** e, para a sobremesa, a torta alemã******, que ele descobriu, por acaso, ser a sobremesa preferida dela.

 

Tudo transcorreu perfeitamente bem, até melhor do que ele pensou que seria. Mas, era iminente a hora que ele esperara tanto durante aquela semana inteira.

 

Ainda divagando sobre o tal assunto mas prestando atenção na sua conversa com Elizabeth, percebeu que, num dado momento, interrompendo o diálogo deles, ela começou:

 

- O que acha se dançarmos? Já acabamos de jantar e eu adoro essa música. – ela disse, entusiasmada.

 

Darcy hesitou, e como ela percebeu que ele iria recusar a oferta, completou:

 

- Por favor... – com uma cara de criança que pede por colo e puxando-o pela mão, fazendo-o se levantar.

 

Ele passou as mãos em volta da cintura dela, e ela envolveu o pescoço dele com seus braços.

 

Iniciaram a dança, apenas curtindo a música, que era lenta e que, por incrível que parecesse, conseguia exprimir o que sentiam um pelo outro.

 

 

Like A Star

“Como uma estrela”

 

(Corinne Bailey Rae)

 

 

Just like a star across my sky,

Como uma estrela atravessando o meu céu

 

Just like an angel off the page,

Como um anjo fora da página

 

You have appeared to my life,

Você apareceu em minha vida

 

Feel like I'll never be the same,

Senti como eu nunca mais seria a mesma

 

Just like a song in my heart,

Como uma música no meu coração

 

Just like oil on my hands,

Como óleo nas minhas mãos

 

Honor to love you,

É uma honra amar você

 

 

 

- Lizzie... eu gostaria de perguntar-lhe algo. – com uma timidez misturada ao nervosismo.

 

Ela olhou-o com curiosidade contida, mas sua expressão tentava apressá-lo a falar.

 

- Quer se casar comigo? – falou ao ouvido dela, que sentiu a voz sepulcral viajar suavemente por dentro de seu ouvido.

 

Elizabeth estremeceu ao ouvir sua proposta. Nunca imaginou que tudo entre eles fosse acontecer tão rápido. Nessa hora, seu maior desejo era ouvir apenas a voz de seu coração, que dizia para se entregar totalmente, sem reserva alguma. Porém sua agora incoveniente racionalidade se sobrepôs à emoção e Lizzie falou:

 

- Tem certeza que isso é certo? De que não é cedo demais? – ela procurava mais respostas para uma pergunta que ela sabia só haver uma única solução.

 

 

 

Still i wonder why it is,

Eu ainda me pergunto porque isto é assim,

 

I don't argue like this,

Eu não discuto desse jeito

 

With anyone but you,

Com ninguém a não ser com você

 

We do it all the time,

Nós fazemos isso todo o tempo

 

Blowing out my mind,

Me fazendo perder a cabeça

 

 

 

- Tenho absoluta certeza. Amo-te com todas as minhas forças, mais do que poderia suportar. E acho que já aguentei muito tempo sem você... – ele dizia, olhando-a com aqueles intensos olhos azuis, que transbordavam de emoção. – Mas se você achar que ainda pensar um pouco...

 

- Não, não. – silenciou-o com os dedos finos. – William, eu aceito sim ser sua esposa. Pelo resto de nossas vidas. – as lágrimas inundavam-lhe os olhos e ela notou que os dele também estavam marejados.

 

Darcy abraçou-a forte, como querendo impedir que ela fugisse. Sentiu o cheiro suave que emanava do cabelo dela, sua pele macia e a roupa leve.

 

Ela desencostou a sua cabeça do ombro dele e admirou a face e o amor daquele homem. Sentiu-se abundantemente feliz e beijou-o nos lábios.

 

 

 

You've got this look i can't describe,

Você tem esse jeito que eu não consigo descrever

 

You make me feel like I'm alive,

Você me faz sentir viva
 

 

When everything else is a fade,

Quando tudo está enfraquecido

 

Without a doubt you're on my side,

Sem dúvida, você está ao meu lado

 

Heaven has been away too long,

O céu esteve afastado por um tempo

 

Can't find the words to write this song

Não consigo encontrar as palavras para descrever esta canção

 

Oh... your love,

Oh... Seu amor

 

 

Inicialmente, foi um roçar leve de lábios, que foi se intensificando gradualmente, conforme sua paixão e desejo se libertavam dos seus corpos.

 

William segurava firme a nuca de Elizabeth. Ela, por sua vez, tinha uma de suas mãos no pescoço dele e a outra se apoiava no peito dele.

 

- Antes que eu me esqueça... – ele balbuciou, quase sem fôlego e retirando do bolso da camisa uma caixinha preta, de veludo. – É para você.

 

Entregou-a o invólucro e esperou que Lizzie abrisse.

 

Ela olhou-o com incredulidade e abriu o porta anel. Lá de dentro reluzia um maravilhoso anel******* de ouro branco com um enorme diamante em seu cimo.

 

A expressão de Elizabeth tornou-se ainda mais descrente. Ela já pensava em como diria a ele que não poderia aceitar um presente tão caro, mas William, percebendo sua intenção, disse-lhe que comprara pensando nela, e ficaria magoado se ela não o aceitasse.

 

 

Still i wonder why it is,

Eu ainda penso porque isto é assim,

 

I don't argue like this,

Eu não discuto desse jeito

 

With anyone but you,

Com ninguém a não ser você

 

We do it all the time,

Nós fazemos isso todo o tempo

 

Blowing out my mind,

Me fazendo perder a cabeça

 

 

Assim, ela pediu que ele pusesse o anel em seu dedo anelar. Ele o fez com bom grado; ambos se lembrariam desse momento pelo resto de seus dias.

 

Beijaram-se novamente, e dessa vez sua lascívia não pôde mais ser controlada e suas carícias passaram a ser cada vez mais ousadas.

 

Os beijos de Darcy percorriam-lhe a linha do pescoço e Lizzie sentia cada vez mais a vontade de arrancar a camisa dele.

 

Subiram as escadas aos poucos, ainda abraçando um ao outro. Eles entraram no quarto dele, quando William, quase sem ar em seus pulmões, murmurou:

 

- Sonhei tanto com esse momento... o momento em que selaríamos o nosso amor... – acariciando-lhe um lado da face.

 

- Eu também. Te quero tanto, William... – voltou a beijá-lo e desabotoar a camisa dele, deixando que esta caísse no chão segundos depois.

 

 

I have come to understand,

Eu vim para entender

 

The way it is,

A maneira que isto é,

 

It's not a secret anymore,

Não é mais um segredo

 

'cause we've been through that before,

Porque nós passamos por aquilo antes

 

From tonight I know that you're the only one,

Hoje a noite eu sei que você é único

 

I've been confused and in the dark,

Eu tenho estado confuso e na escuridão,

 

Now I understand,

Agora eu compreendo

 

 

 

http://www.youtube.com/watch?v=Zzper-V_Q-A

 

http://www.youtube.com/watch?v=XEmlvZk2Kko

 

 

Ele fez o mesmo com o vestido dela, e a paixão que sentiam pelo outro foi plenamente manifestada durante aquela noite.

 

*************************************

 

Elizabeth abriu lentamente os olhos e sorriu para si mesma ao perceber onde estava e ao lembrar-se do que acontecera na noite anterior. Ainda era muito cedo, podia sentir pela timidez ainda presente no sol.

 

 

Bubbly

“Animado”

 

(Colbie Caillat)

 

 

I've been awake for a while now

Eu estou acordada há algum tempo agora

 

You've got me feelin like a child now

Você fez com que eu me sentisse como uma criança agora

 

Cause every time i see your bubbly face

Porque toda vez que eu vejo seu rosto animado

 

I get the tinglies in a silly place

Eu sinto um arrepio num lugar bobo

 

 

 

William dormia ao seu lado com uma das mãos embaixo do travesseiro e a outra envolvendo a cintura dela, completamente nu; coberto até o abdome por um lençol branquíssimo.

 

Ela levantou-se da cama vagarosamente para não acordá-lo. Vestiu um roupão que estava pendurado no banheiro da suíte dele e saiu à varanda, para observar o dia que nascera há pouco.

 

Olhou para sua mão e percebeu que, como por um milagre – constatou isso com um risinho -, o anel que ele lhe dera na noite anterior ainda estava lá. Admirou-o com orgulho e carinho, Darcy fazia de tudo para agradá-la e conseguia que seu intuito tivesse exatamente o efeito esperado.

 

Ainda sorria para o anel quando William levantou-se e abraçou-a por trás, ainda despido.

 

 

It starts in my toes

Começa na ponta dos meus pés

 

Makes me crinkle my nose

Me faz enrugar o nariz

 

Where ever it goes i always know

Para onde for, eu sempre sei

 

That you make me smile

Que você me faz sorrir

 

Please stay for a while now

Por favor, fique por um instante agora

 

Just take your time

Não tenha pressa

 

Where ever you go

Em qualquer lugar que você vá

 

 

- William, que loucura! Vá se vestir! Imagina se alguém te vê aqui?! – ela exclamou, um tanto divertida, como uma criança que está prestes a ter uma travessura desmascarada.

 

- Duvido que alguém me veja... os empregados ainda devem estar dormindo... e se estivessem acordados, não passariam mesmo por aqui.

 

- Ainda não acho isso uma boa idéia. – reticente.

 

- Tudo bem, se não gostou dessa idéia, tenho uma bem melhor... – falou, sorrindo com o canto da boca como Lizzie tanto gostava, e arrastando-a para dentro do quarto.

 

 

The rain is fallin on my window pane

A chuva está caindo no vidro da minha janela

 

But we are hidin in a safer place

Mas nós estamos nos escondendo em um lugar seguro

 

Under the covers stayin safe and warm

Debaixo das cobertas, ficando secos e quentes

 

You give me feelins that i adore

Você me dá sentimentos que eu adoro
 
 

It starts in my toes

Começa na ponta dos meus pés

 

Makes me crinkle my nose

Me faz enrugar o nariz

 

Where ever it goes i always know

Para onde for, eu sempre sei

 

That you make me smile

Que você me faz sorrir

 

Please stay for a while now

Por favor, fique por um instante agora

 

Just take your time

Não tenha pressa

 

Where ever you go

Em qualquer lugar que você vá

 

 

Eles se demoraram no quarto até as dez horas da manhã, quando suas barrigas lhes avisaram que não comiam há quase doze horas. Assim, se arrumaram e desceram juntos a tomar seu desjejum.

 

Após o café-da-manhã animado que tiveram, saíram para dar um passeio a cavalo pela propriedade de Pemberley. Cavalgaram conversando amenidades, e, sem perceber, chegaram às margens do rio Discovery, que cortava a propriedade.

 

Desmontaram de seus respectivos animais e sentaram-se à sombra de uma impetuosa árvore, que exibia seus galhos escassos de folhas, que começavam a cair, em tons alaranjados.

 

William sentou, encostando-se ao tronco da planta, e Elizabeth, por sua vez, colocou-se junto dele, apoiando sua cabeça no peito dele.

 

 

I've been asleep for a while now

Já faz um tempo que eu adormeci

 

You tucked me in just like a child now

Você me cobriu como uma criança agora

 

Cause every time you hold me in your arms

Porque toda vez que você me segura em seus braços

 

Im comfortable enough to feel your warmth

Eu fico confortável o bastante para sentir o seu calor

 

 

Eles observavam o curso do rio em silêncio. O único movimento feito entre eles era exercido por Darcy, que enrolava as mechas do cabelo dela por entre o dedo.

 

Porém, após alguns minutos que já estavam ali, sem falar absolutamente nada, Lizzie quebrou a quietude:

 

- Você ainda não me disse o porquê de virmos para cá... – ela falou, enquanto acariciava uma das mãos grandes dele.

 

- Desculpe... esqueci de falar-lhe ontem. Acho que eu estava demasiadamente ocupado para me lembrar disso... – sorriu, ainda acariciando o cabelo de Elizabeth.

 

Ela riu e ele continuou:

 

- Desde aquele dia em que viemos aqui a negócios me apaixonei pela propriedade e pelo clima do local. Me afeiçoei realmente ao lugar, e depois do que aconteceu conosco aqui... – parou, após ter aludido à discussão deles no restaurante e, mais tarde, ao início de seu entendimento. – Percebi que não poderia deixar a propriedade nas mãos de qualquer um e resolvi comprá-la.

 

Elizabeth desencostou dele e deu uma volta em si mesma para fitá-lo.

 

- Não, você não faria isso!

 

Ele não precisou responder, suas feições diziam inegavelmente que o que afirmava era verdade.

 

Lizzie voltou à sua posição inicial e levou uma mão à boca.

 

- Você me surpreende a cada dia, sabia?! – baluciou ela, ainda meio perturbada pelo que ele havia feito.

 

- É o que eu pretendo... – juntando os lábios dela com os seus.

 

 

It starts in my soul

Começa na minha alma

 

And I lose all control

E eu perco todo o controle

 

When you kiss my nose

Quando você beija o meu nariz

 

The feelin shows

O sentimento aparece

 

Cause you make me smile

Porque você me faz sorrir

 

Baby just take your time

Baby, não se apresse

 

Holdin me tight

Enquanto você me abraça forte

 

 

Where ever, where ever, where ever you go

Em qualquer lugar, em qualquer lugar, em qualquer lugar que você vá...

 

Where ever, where ever, where ever you go...

Em qualquer lugar, em qualquer lugar, em qualquer lugar que você vá...

 

 

http://www.youtube.com/watch?v=2PWfB4lurT4

 

 

 

- Sabe... agora eu entendo por que esse rio se chama Discovery... – disse ela, depois de ter se recuperado dos beijos dele.

 

- Então, por que você acha que ele se chama assim?

 

- Por que foi aqui que eu descobri o amor...

 

E assim, eles se beijaram novamente, selando de uma vez por todas o amor que existia e persistiria entre eles.

 

É óbvio que Elizabeth e William teriam problemas durante a estrada da vida, mas o sentimento que tinham um pelo outro os ajudaria a prosseguir e enxugaria suas lágrimas. Assim como os faria a cada dia mais felizes.

 

 

 

*Conselhos de um velho apaixonado*

 

(Carlos Drummond de Andrade)

 

 

"Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida. Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.

Se o toque dos lábios for intenso e se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d'água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.

Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Algo do céu te mandou um presente divino: O AMOR.

Se um dia tiverem que pedir perdão um ao outro por algum motivo e, em troca, receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.

Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com ternura, que coisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer momento de sua vida.

Se você conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado...

Se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados...

Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que está marcado para a noite...

Se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado...

Se você tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar louco por ela...

Se você preferir fechar os olhos, antes de ver a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida.

Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.

Às vezes encontram e, por não prestarem atenção nesses sinais deixam o amor passar, sem deixá-lo acontecer verdadeiramente. É o livre-arbítrio.

Por isso, preste atenção nos sinais. Não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR !!!"

 

 

 

* Cupido: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cupido

 

** Pizza: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pizza

 

*** Guerra nas estrelas/Star Wars: http://pt.wikipedia.org/wiki/Star_Wars

 

**** Vestido de Lizzie: http://elle.abril.uol.com.br/livre/edicoes/225/04_05.shtml

 

***** Lombo ao molho madeira: http://www.band.com.br/culinaria/conteudo.asp?ID=214&CNL=4

 

****** Torta alemã: http://tudogostoso.uol.com.br/receita/1412-torta-alema-facil-simples-e-deliciosa-.html

 

******* Anel de noivado de Lizzie: http://www.diamondocean.com/detail.php?pid=3262&mpid=1