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O anjo de Pemberley - Capítulo 19

Escrito por Helena Sanada Ligado . Publicado em O anjo de Pemberley




Pemberley novamente!

 

Lizzy sentiu uma emoção muito grande ao voltar à mansão onde vivera sua heroína. Ela mal podia acreditar que agora era convidada do proprietário. Espantoso, como a vida costuma dar voltas inesperadas, sendo esta uma das mais surpreendentes em sua opinião.

 

A mudança de comportamento de Lord Darcy, desde que ela iniciara seu trabalho em sua residência intrigava Lizzy. Ela começava a desconfiar que o seu interesse extrapolasse o mero interesse pelo andamento da pesquisa e da publicação da biografia de Lady Clementine.

 

Será que ele está interessado por mim como mulher? Não pode ser,  não sou nenhuma beldade para atrair um homem como ele.

 

A soberba inicial dera lugar a um tratamento gentil e educado quando conversavam sobre o andamento do trabalho.

 

[i]“Deve ter sido a forma como eu o conheci que causou todo o mal entendido entre nós. Todos que o conhecem bem e que convivem com ele são unânimes em afirmar que ele é uma ótima pessoa.”[/i]

 

Mas o motivo do convite para passar o fim de semana em Pemberley ainda permanecia um mistério para Lizzy, que não conseguia parar de pensar nele e muito menos na verdadeira natureza daqueles olhares profundos e silenciosos.

 

Ele deve ter me convidado por causa de minha amizade com Georgiana, para eu fazer companhia a ela.

 

Porém, logo ela descartou esta hipótese:

 

Não pode ser por isto, pois ele não deve me considerar uma boa influência para a irmã, por causa do apoio que dou ao namoro dela com o Richard.

 

Por fim, Lizzy desistiu de tentar descobrir a verdadeira razão deste convite.

 

“Ele pode apenas ter me convidado por convidar e eu estou fazendo conjecturas  tolas.

 

Lizzy resolveu, enfim, que iria curtir ao máximo este retorno inesperado a Pemberley, e diante da autorização de Darcy, procuraria por mais algum documento que pudesse estar na mansão e que não houvesse sido ainda encontrado.

 

A Sra. Reynolds, a governanta de Pemberley, recebeu Lizzy com um sorriso afetuoso e escondeu muito bem seu espanto ao vê-la de volta à mansão como convidada do proprietário.

 

- A Srta. Georgiana disse que iria trazer uma amiga, mas não me disse que era você, Lizzy, ou melhor, Srta. Elizabeth. Fico contente que tenha voltado a Pemberley.

 

- Por favor, continue me chamando de Lizzy, Sra. Reynolds, sem formalidades. Eu também estou feliz por reencontrar a senhora que sempre foi tão boa comigo e rever Pemberley.

 

O mistério de ter sido convidada para este final de semana só aumentou quando durante uma conversa a sós com Georgiee, Lizzy tentou esclarecer a razão do convite inusitado.

 

- Foi você que pediu ao William para me convidar?

 

- Não, não pedi, embora eu tenha adorado ter sua companhia. A idéia partiu inteiramente de William. Aliás, já que estamos falando disto, está havendo algo entre vocês que eu não estou sabendo?

 

- Algo entre nós!? Claro que não, não há nada entre nós. Que idéia, Georgiee!

 

- Por que este espanto todo? Não há absurdo algum na minha idéia. Você é uma mulher bonita e atraente e William é um homem, seria até bastante natural se estivesse acontecendo uma atração mútua.

 

- Não há nada entre nós. Pode parar de pensar bobagens.

 

- Não são bobagens. Estou achando que não seria má idéia ver vocês dois juntos.

 

- Não existe a menor chance de que isto ocorra. Somos incompatíveis. Diferentes como água e vinho.

 

- Não penso assim. Reconheço que meu irmão é uma pessoa difícil a um primeiro contato, mas à medida que você o conhece, ele tem todas as qualidades para fazer uma mulher feliz. E você, é uma mulher bonita e inteligente, capaz de atrair um homem como ele.

 

- Não existe nada entre nós, Georgiee. – Lizzy concluiu tentando pôr um ponto final na conversa que tinha o poder de incomodá-la. Porém, procurou não pensar na razão deste incômodo.

 

*******************

 

As irmãs de Charles Bingley, Caroline e Louise, receberam a notícia do noivado do irmão com bastante reserva, como era de se esperar.

 

- Noivo!?

 

- O que deu em você para ficar noivo de Jane Bennet, assim sem mais nem menos, quando o relacionamento entre vocês já estava terminado? – perguntou Caroline sem esconder sua irritação.

 

- Sou capaz de apostar que ela andou correndo atrás de você. Como os homens são tolos, basta um rosto bonito e um par de belas pernas e vocês não conseguem resistir! – foi o comentário sarcástico de Louise.

 

- Jane não andou correndo atrás de mim, pelo contrário, eu é que fui atrás dela e pedi para voltarmos. Eu a amo e cheguei à conclusão que minha vida não tem sentido algum sem ela.

 

- Espero que você saiba bem o que está fazendo Charles. – retrucou Louise em tom de descrédito.

 

- Espero que não tenha se esquecido daquele final de semana em Netherfield, Charles. O espetáculo patrocinado pela família dela, principalmente a mãe e as irmãs mais novas. Você acabará se arrependendo por se associar a eles. – argumentou Caroline na tentativa de alertar o irmão.

 

- Caroline e Louise, sei que vocês estão fazendo estas advertências movidas pelo amor que sentem por mim, seu irmão caçula. Agradeço a preocupação, mas estou dispensando conselhos e advertências de vocês, ou de quem quer que seja.  Sou maior de idade, responsável, tenho independência financeira e sei perfeitamente o que estou fazendo.

 

- Esperamos mesmo que saiba! – arrematou Louise.

 

- E o que Darcy diz sobre esta reconciliação?

 

- Darcy!? O que ele tem a ver comigo e com Jane? O que importa é que amo Jane Bennet e decidi que ela é a mulher de minha vida. Espero que a tratem bem, pois dentro de pouco tempo ela será minha esposa, com ou sem a aprovação de vocês, ela fará parte de nossa família.

 

Caroline e Louise trocaram olhares, surpresas com a determinação do irmão e decidiram que precisavam esperar um momento melhor para reiniciar a campanha para fazê-lo mudar de idéia quanto ao noivado.

 

 

*********************

 

A biblioteca era o território sagrado de William Darcy, onde ele costumava passar a maior parte do tempo quando estava em Pemberley, lendo ou trabalhando, por isto Lizzy decidiu que restringiria suas buscas neste final de semana apenas ao sótão.

 

Lizzy já vasculhara inúmeros baús, a procura de algo mais que a pudesse interessar, quando encontrou uma caixa contendo numerosas cartas. Distraída, verificava se havia alguma endereçada a Lady Clementine, quando se deparou com Darcy e deu um grito involuntário.

 

- Desculpe-me se a assustei. Fiz barulho de propósito ao subir as escadas para alertá-la de que alguém estava subindo, mas você não deve ter prestado atenção.

 

- Tudo bem. Eu estava tão absorta na leitura destas cartas que não ouvi você chegando.

 

- Encontrou algo mais que possa te interessar?

 

- Ainda não sei, parece que juntaram aqui cartas de várias épocas endereçadas a várias pessoas. É incrível como guardaram por tanto tempo todas estas coisas.

 

- Quando alguém da família morria, os empregados tinham ordens para não jogar nada fora, embalavam todos os seus pertences e os colocavam aqui. Ninguém vinha fazer uma limpeza para verificar o que podia ser jogado fora, pois como pode ver, espaço é o que não nos falta.

 

- E o tempo se encarregou de transformar a maioria destes objetos em antiguidades. Cartas e diários em documentos de uma época.

 

- Poderá levar estas cartas para Londres para examiná-las com calma.

 

- Obrigada, mas não há necessidade, estou vendo que a maioria delas não estão relacionadas com Lady Clementine.

 

- Admiro a tenacidade e paciência que você dedica ao seu trabalho. Outra pessoa já teria se dado por satisfeita com o material que você possui.

 

- Quero fazer um trabalho bem feito e principalmente fiel aos acontecimentos.

 

- Mas você já tem material suficiente para escrever muito bem a matéria. Aliás, tem material suficiente até para escrever um livro.

 

- É verdade, mas estou aproveitando a oportunidade de estar aqui em Pemberley para ver se descubro alguma informação que tenha ficado perdida.

 

- Eu não a convidei para que você passasse o fim de semana enfiada aqui no sótão. Gostaria que você ficasse em nossa companhia, minha e de Georgiee.

 

- Obrigada, mas não quero impor minha presença, sei que vocês dois aproveitam quando vêm a Pemberley para ficarem juntos. Gostam de cavalgar e eu não sei montar.

 

- Se você me fizer companhia posso ensiná-la a montar ou fazer outros programas com você.

 

- Não se preocupe comigo, estou feliz por estar de volta aqui e...

 

- Elizabeth, eu a convidei para que pudéssemos ter alguma convivência fora do ambiente formal de trabalho. Eu... Nem sei como explicar... – Ele tomou fôlego antes de continuar. - Diferentemente do que possa pensar não sou mulherengo. Minha vida tem sido dedicada apenas ao trabalho, perdi meu pai muito cedo e tive que assumir, além dos negócios de minha família, a responsabilidade de terminar de criar Georgiana que tinha apenas nove anos.

 

Darcy que continuou a falar sem parar como se estivesse com medo de perder a coragem.

 

- Sobrou pouco tempo para me dedicar às conquistas amorosas. Em resumo, o que quero lhe dizer é que há algum tempo me sinto atraído por você. Eu a considero uma das mulheres mais lindas que conheço, e além de beleza tem inteligência, qualidade que acho essencial numa mulher. Admiro a maneira como leva a sério o seu trabalho e luta por aquilo que quer.

 

Lizzy estava completamente surpresa, jamais esperara uma declaração de William Darcy nos termos em que fora feita. Esta era uma das raras ocasiões que a deixara completamente sem palavras, sem sua costumeira resposta na ponta da língua.

 

- Eu... Eu confesso que nunca passou pela minha cabeça que o senhor...  Que você pudesse ter um sentimento desta natureza por mim.

 

- O que aconteceu entre nós em Netherfield não a fez desconfiar de nada?

 

- Hoje em dia ninguém dá importância a um beijo, tornou-se algo tão banal.

 

- Para mim um beijo nunca é algo banal, ele é sempre a tradução de um sentimento. Não concordo com a banalização de um gesto que traduz um sentimento tão nobre quanto o amor.

 

- Nunca pensei que você pudesse pensar desta forma. Normalmente, os homens não são sentimentais e valorizam apenas o aspecto físico numa relação, ou seja, o sexo.

 

- Talvez muitos homens tenham medo de serem ridicularizados ao confessarem que são românticos.

 

- William, você está me revelando uma face de sua personalidade que eu jamais desconfiaria que existisse.

 

- Há muito mais em mim que você desconhece e que eu gostaria que você conhecesse.

 

Era uma declaração completamente inusitada que pegara Lizzy de surpresa.

 

- Gostaria que você me desse uma oportunidade para nos conhecermos melhor. Podemos sair...

 

- ...Como amigos?

 

- Pode ser, mas quero que saiba desde o princípio que de você quero muito mais do que uma simples amizade.

 

E para deixar claro quais eram suas reais intenções, Darcy puxou Lizzy para si e olhando fixamente em seus olhos, acariciou ternamente com seus dedos polegares o rosto afogueado pela emoção de Lizzy. E, em seguida pressionou lentamente seus lábios aos dela num beijo em que havia mais sentimento do que desejo, muito diferente do primeiro beijo que haviam trocado naquela tarde distante e chuvosa em Netherfield.

 

 

*******************

 

 

Lady Clementine Darcy procurou esconder do marido o estado deplorável em que se encontrava após o diagnóstico dado pelo conceituado Dr. Everton e pelo encontro inesperado com Walter Langley. Mas, como ocorre em casais que convivem longos anos, a sintonia entre eles era grande. Lord Arthur não tardou a notar que havia algo muito errado no estado de ansiedade e aflição em que a esposa se encontrava.

 

- Você não vai me contar o que está acontecendo com você Clementine? O que a está aborrecendo? Espero que não seja nada que eu tenha feito ou dito.

 

- Não, não estou aborrecida com você.

 

Os olhos azuis de Clementine se encheram de lágrimas antes que conseguisse continuar a explicar o que estava acontecendo. Arthur abraçou imediatamente a esposa e tentou acalmá-la acariciando suavemente suas costas num gesto de conforto.

 

- Meu amor, acalme-se.

 

- Arthur, eu menti para você quando disse anteontem que ia fazer compras com Cassie.

 

- E precisa chorar por isto? Se não foi fazer compras, o que foi fazer? O que andou aprontando?

 

- Eu fui com Cassie ao médico...

 

- Cassie está doente?

 

- O problema não é com ela, é comigo.

 

- Não me diga, meu amor, que está novamente grávida.

 

- Não, não estou grávida e provavelmente nunca mais poderei ficar... – Clementine caiu agora num choro convulsivo sem conseguir concluir sua explicação.

 

Arthur não estava acostumado ao choro de Clementine, que tinha o poder de desarmá-lo. Acolheu-a novamente no calor de seus braços procurando acalmá-la. Quando viu que após alguns minutos o choro diminuíra, ele levantou a cabeça da esposa e com ambas as mãos, enxugou com seus dedos o rosto lavado de lágrimas.

 

- Por favor, Clementine, conte-me o que está acontecendo?

 

- Desde o nascimento de Georgiana, tenho sentido uns mal estares de vez em quando, eles vem e passam de repente. Conversei com o Dr. Gregson a respeito, numa de suas visitas a Pemberley para ver as meninas, ele me passou uma medicação que tomei, mas não resolveu.

 

- E por que você não me contou nada? Como pôde ocultar algo tão importante de mim?

 

- Porque não queria preocupá-lo à toa.

 

- Ora, e você acha que eu me preocupar com a sua saúde é uma preocupação à toa? – Arthur não escondeu o aborrecimento que sentia pelo fato da esposa ter lhe ocultado sua doença.

 

- Eu achei que era apenas algo passageiro, que não havia necessidade de alarme. Não queria alarmá-lo, pois sei que se eu lhe contasse, você me traria correndo a Londres, largando os seus afazeres em Pemberley.

 

- Meu amor, não existe nada, nem ninguém mais importante que você no mundo para mim. Mas, deixe de tanto suspense e me diga logo o que o médico lhe disse.

 

- Ele disse que tenho um problema cardíaco, que meu coração está enfraquecendo e que devo evitar grandes esforços e emoções.

 

- Você tem certeza de que este médico é competente?

 

- É o Dr. Thomas Everton. Cassie disse que ele é um dos médicos mais renomados da Inglaterra. Você já ouviu falar dele?

 

- Sim, já ouvi ser elogiado como profissional competente, inclusive freqüentamos o mesmo clube.

 

- ... Ele me disse que não devo ter mais filhos... Oh! Arthur eu não vou poder lhe dar o herdeiro que você tanto quer...  E você pensou em tudo que isto significa? Não poderemos mais ter nossa vida como marido e mulher, pois não posso correr o perigo de engravidar.

 

- Diante de seu problema de saúde, um herdeiro para mim se tornou uma preocupação menor. Tenho primos e algum deles herdará meus bens. E quanto a nossa vida íntima, não se preocupe há um jeito para isto.

 

- Arthur, você não está pensando em arrumar uma amante, não é? Eu não iria suportar uma situação destas, prefiro morrer. – Clementine caiu novamente num choro convulsivo sendo novamente abraçada pelo marido.

 

- Meu amor, existem métodos para evitar ter filhos, usados pelas cortesãs. Vou procurar me informar melhor sobre eles e iremos utilizar um destes métodos. Vamos assim continuar tendo nossa intimidade de casal preservada. E agora pare de chorar, não suporto vê-la neste estado.

 

- Você não irá arrumar uma amante, não é?

 

- Por que iria arrumar uma amante? Que idéia absurda, Clementine. Você é a única mulher em minha vida. Para que eu iria querer estragar a felicidade que construímos?

 

- Arthur, é por tudo isto que a cada dia que passa sou mais apaixonada por você.

 

- Amanhã mesmo irei conversar com o Dr. Averton e saber mais sobre as condições de sua saúde. Não se preocupe, meu amor, resolveremos todos os problemas que surgirem juntos, só peço que daqui para frente não esconda nada de mim.

 

- Eu tenho algo mais para te contar.

 

- Espero que seja uma boa notícia para contrabalançar a péssima que você acaba de me dar.

 

- Quando saíamos do consultório do Dr. Averton, encontramos com Walter Langley e sua esposa Lady Agatha.

 

- Espero que aquele canalha a tenha tratado com o devido respeito.

 

- Claro que sim. Só nos cumprimentamos e Cassie me apresentou Lady Agatha, que eu não conhecia.  Meu bem, não fique com esta expressão sombria. Já se passaram tantos anos que nada do que aconteceu tem qualquer importância.

 

- Espero que você tenha esquecido completamente da paixão que alimentou por aquele bastardo.

 

- Você sabe perfeitamente por quem sou loucamente apaixonada.

 

Londres, 07 de maio de 1883.

Revelar o meu problema de saúde ao Arthur me acalmou, pois tenho a sensação de que dividi com ele o meu fardo. Nestes anos todos que estamos casados, ele tem sido meu porto seguro, meu apoio amigo, meu companheiro, o amor de minha vida.

Sei que não devia, mas fiquei abalada com o reencontro com Walter Langley. Ingenuamente pensava que nunca mais iria revê-lo, mas ele faz parte do mesmo círculo social que freqüento e mais dia ou menos dia eu teria que reencontrá-lo. Foi melhor que tenha sido na rua em um local público e na presença de minha irmã e de sua esposa.

Agora com mais calma, tenho a impressão que tudo que vivi com ele foi apenas um sonho ruim, um pesadelo que aconteceu há muito tempo atrás e que está presente em minha mente como algo nebuloso, vivido em vidas passadas.

Estou às voltas com outra preocupação, esta sim, bastante grave. Estou desconfiada que estou novamente grávida. Minha menstruação está atrasada e esta manhã senti um pouco de enjôo ao me levantar. Não costumo ter enjôos matinais, isto acontece apenas quando estou grávida.

Felizmente, Arthur havia saído cedo para cavalgar no parque como faz costumeiramente e não presenciou meu mal estar.

Meu Deus, o que farei se esta gravidez se confirmar?

Parece que de repente tudo está se complicando.


Clementine não conseguiu esconder do marido o seu estado por muito tempo, no segundo dia em que ela não desceu para tomar o café da manhã em sua companhia como fazia habitualmente. Lord Arthur subiu ao quarto da esposa para verificar o que estava acontecendo e a encontrou prostrada na cama, muito pálida com aspecto doentio.

 

- Meu amor, o que está acontecendo? Por que não me contou que não estava bem?

 

- Arthur, desconfio que estou novamente grávida. Estou tendo enjôos matinais, que só costumo ter quando estou grávida. O que vai ser de mim? Logo agora que o Dr. Everton recomendou insistentemente que eu evitasse uma gravidez.

 

- Clementine, não fique neste desespero, este problema não é apenas seu, é meu também. Vamos nos consultar novamente com este médico, até procurar outros. E encontrar uma solução para este problema, pois deve haver uma solução para ele.